<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-14371705</id><updated>2011-04-21T19:46:47.054-04:00</updated><title type='text'>Vaia</title><subtitle type='html'>Jornal cultural</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>vaia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06199688058306566451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>33</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14371705.post-115749436401710381</id><published>2006-09-05T17:49:00.000-04:00</published><updated>2006-09-05T18:18:12.360-04:00</updated><title type='text'>Dá-lhe Aldir Blanc!</title><content type='html'>&lt;p align="left"&gt;1. Dia 11 de agosto Aldir Blanc escreveu esta crônica publicada no &lt;em&gt;Jornal do Brasil&lt;/em&gt;:&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Salada Salobra&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Cravo Crivella, Jader do Barbalho, Pig Newtão e Lula, mais Lulinha do que nunca, trocam um abraço mui amigo. Chuchu Alckmin enfia o focinho oportunista no suvaco da cobra, perdão, do Roriz. Lembo Pétala-Macia continua em seu próprio e delirante Álamo, garantindo que a cidadela não cairá. Mamaluf e Pittanic permanecem gozando as delícias da liberdade superfaturada. Mensaleiros discursam, centavo a centavo, pela reeleição. Sanguessugas e saúvas continuam chupando, numa boa. Administrações estaduais inteiras, transformadas em quadrilhas, são presas e aí aparece uma otoridade para soltá-las rapidinho – afinal, vivemos num charco onde uma dos boss supremos da Brazunda é primo collorido do Bode da Dinda... Enquanto isso, no Rio, Rosinha Gigoga e sua Eminência Marron, o Bum-Bum Garoto, preparam a debandada. Sugiro que uma comissão garanta a permanência de tacos, lâmpadas, vasos sanitários, canos, etc., nos palácios onde traficaram. Os garotodutos foram escancarados faz tempo, não deu em lhufas, e, onde passa boi, passa boiada. Poderia continuar indefinidamente, mas o destaque da semana vai para o esclero-sênior ACM, um político que envergonha há décadas a Bahia e o Brasil, mentindo, fraudando, aliado com o que o crime social apronta de pior. Segundo o senador, o péssimo desempenho de Lula no Jornal Nacional provocou, em retaliação, o seqüestro de uma equipe de jornalistas. ACM entende do riscado. Suas armas políticas sempre foram a intimidação, a ameaça, a chantagem disfarçada de "negociação, além da truculência coronelista e de uma vocação para a farsa que faz do escolado Fidel uma criança de colo. É, estou me referindo ao mesmo ACM que acolheu a cabeça e as lágrimas da guerreira senadora Heloisa Helena, a Joana D’Arc da caatinga. Volto ao mote das últimas colunas: com gente assim, enriquecida de tanto sanguessugar, porque Marcola se regeneraria?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Alguns dias depois o Senador ACM manda essa missiva indignada para o jornal:"Transmito minha indignação com os ataques que recebi do colunista Aldir Blanc (...dia18, páginaB2). Só posso entender tratar-se de um "agentedo lulismo" que, infiltrado nesse tradicional jornal, me ataca desta formagratuita.Registro meu protesto contra esse canalha. Não tenho tempo a perder com gente desse tipo." &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;3. E Aldir escreveu o artigo-resposta abaixo, enviado por correio eletrônico para "que ele seja lido pelo maior número possível de pessoas que gostam de mim". E nós, que amamos o ser humano e o artista que Aldir Blanc é, fazemos toda questão de deixar registrado aqui mais uma crônica genial e certeira do "ourives do palavreado".&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Bolô-Fedex&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Leva, meu samba, meu mensageiro, esse recado...&lt;br /&gt;O Sena-Sênior ACM, vulgo Malvadeza, me acusou de ser "um elemento lulista infiltrado" no JB. E concluiu seu arrazoado (?) me chamando de canalha.&lt;br /&gt;Senadô-Skindô, por mais que eu viva nenhum elogio me trará orgulho maior do que ser chamado de canalha por V. Excrescência. Quem lê minha coluna sabe que o pau canta à direita, à esquerda e, claro, no centro, com igual prodigalidade. Espero que a grande famiglia pefelista já tenha providenciado junta médica competente para lubrificar os parafusos do Cacicão. A julgar pelas suas mais recentes declarações, as encrencagens, desculpem, engrenagens, estão precisando de uma lubrificada urgente: ginkgo biloba, piracetan, talvez um viagrinha... O senador, craque em prestidigitação, mais uma vez misturou as bolas: combatividade é muito diferente de baba paranóica escorrendo gravata parlamentável abaixo.&lt;br /&gt;A ojeriza é mútua. Estou farto de maquiavelhos de fraldão deitando regras. Toda essa mixórdia envolvendo valeriodutos, mensaleiros, sanguessugas e saúvas, começa com políticos da sua estirpe. O mecanismo é manjado. Se as denúncias favorecerem meu partido, palmas, vamos apurar. Agora, se a canoa virar, o denunciante passa a bandido e fim de papo, vai ser preciso buscar a propina em outro guichê. A máscara-de-pau que descrevo acima é suprapartidária. Os que não a exibem são as exceções que confirmam as regras vigentes. Quando as regras rompem os diques e escorrem periferia abaixo, não há Lembo Pétala-Macia que evite derramamento de sangue - na maioria dos casos, inocente. Mas o meu negócio não é discurso, é galhofa. Já que falei em bolas misturadas... Dizem que um velho político pefelista, preocupado com as más performances nos palanques, procurou um médico, antigo cupincha de castelo e carteado.&lt;br /&gt;- Tô com um problema, num sabe? Bem na... plataforma de lançamento.&lt;br /&gt;- Hein?&lt;br /&gt;- Pois é. Gases. Uma coisa impressionante. Além das explosões e dos odores, tem hora que chego a levitar. Uma assessora já foi arremessada contra meu contador de caixa 2. Estão hospitalizados. Isso não pode continuar.&lt;br /&gt;O amigo explicou que aquela não era a especialidade dele, mas que pensaria no assunto, conversaria com colegas renomados, faria até pesquisa na internet.&lt;br /&gt;No comício seguinte, o esculápio apareceu com um vidro misterioso, sem rótulo, e entregou ao político:&lt;br /&gt;- É pra...&lt;br /&gt;Mas o tumulto, o puxa-saquismo, os vivas, a euforia bem remunerada impediram a necessária e urgente troca de informações. Cerca de meia hora depois, o SSJE (Secretário para Superfaturamento Junto a Empreiteiras) agarrou o ilustre médico pelo paletó.&lt;br /&gt;- Corre que o Chefe tá pegando fogo nas... nas partes baixas.&lt;br /&gt;- O quê?!?&lt;br /&gt;O socorrista encontrou o parlamentável feito um bebê, sem calças, com uma brutal reação alérgica na proa da região pélvica.&lt;br /&gt;- Mas... Eu mandei você beber a poção e você esfregou nos...&lt;br /&gt;- No calor da luta política, eu confundi peido público com pêlo púbico. " &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14371705-115749436401710381?l=jornalvivavaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/feeds/115749436401710381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14371705&amp;postID=115749436401710381' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/115749436401710381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/115749436401710381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/2006/09/d-lhe-aldir-blanc.html' title='Dá-lhe Aldir Blanc!'/><author><name>vaia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06199688058306566451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14371705.post-115412115292187992</id><published>2006-07-28T17:01:00.000-04:00</published><updated>2006-11-22T14:55:01.703-04:00</updated><title type='text'>Bosco com Blanc</title><content type='html'>"&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3821/1298/1600/boscoblanc_02.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3821/1298/400/boscoblanc_02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;Neste ano, comemoramos 60 anos de nascimento de dois grandes gênios da música brasileira, revelados pela voz de Elis Regina no começo dos anos 70: João Bosco e Aldir Blanc. Bosco, mineiro, traduz no seu violão os principais ritmos brasileiros. Ele sozinho é toda uma bateria de escola de samba. Também se destaca como grande intérprete, seu estilo é único e influencia toda uma legião de músicos e compositores. Ao musicar suas ou outras letras, principalmente as de Aldir, pega a essência da crônica poética, da lírica, do espírito humorístico e/ou filosófico. Com seu violão percorre o mundo e o encanta. Aldir, primeira linha dos grandes poetas brasileiros jogando nas onze, com sua pena militante. Suas primeiras letras são crônicas do Rio de Janeiro, sua grande amante. Segundo Dorival Caymmi "todos são cariocas, mas Aldir é carioca mesmo". Mas sua genialidade faz com que cantando sua aldeia ele cante seu país. Acredito que todos os letristas do Brasil gostariam de ser Aldir. Sua luta obstinada pela defesa da cultura brasileira e da música brasileira em particular é sempre presente em sua obra: "Eu fui pro Limoeiro e encontrei o Paul Simon lá tentando se proclamá gerente do mafuá... se os peão não chia o Boi Bumba vai virar Vaca". (&lt;/em&gt;Giovanni&lt;em&gt; &lt;/em&gt;Mesquita&lt;em&gt;)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A produção é do Jornal Vaia em parceria com os músicos do Projeto de Música Autoral. O tributo contará com a participação dos compositores/intérpretes Otávio Segala, Janine Santos, Rafael Ferrari, João Mayer, Beto Bollo, Cidara Loguércio, Lu Barros, Giovanni Mesquita, Bira Azevedo, Diego Silva, Sil, Luis Mauro&lt;br /&gt;Vianna, Fernanda Lopes, João Vicente Macedo, Luis Mauro Vianna e Alexandre Florez. O furdunço de responsa é hoje (28/07), a partir das 21hs, no Cidade Bossa Sala de Música (rua Otávio Corrêa, 35, Cidade Baixa, Porto Alegre-RS). &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14371705-115412115292187992?l=jornalvivavaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/feeds/115412115292187992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14371705&amp;postID=115412115292187992' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/115412115292187992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/115412115292187992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/2006/07/bosco-com-blanc.html' title='Bosco com Blanc'/><author><name>vaia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06199688058306566451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14371705.post-115350859208138274</id><published>2006-07-21T14:52:00.000-04:00</published><updated>2006-07-21T15:28:30.426-04:00</updated><title type='text'>Dialéticas Brasileiras</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3821/1298/1600/foto%20ita.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3821/1298/320/foto%20ita.jpg" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;ITA ARNOLD (este simpático rapaz da foto) e JOÃO MAYER apresentam o show "Dialética" e "Brasileirando", espetáculo destinado a quem aprecia exercícios de estilo e tradição clássica da música popular brasileira. De concepção acústica, “Dialética” mostra as canções autorais de Ita Arnold, que conta com João Mayer na percussão. Em “Brasileirando” João Mayer também apresenta canções autorais. O show terá participação especial de RENATO BORBA, compositor, violonista e cantor. É no domingo, 23 de julho - às 20:00h - na Sala Cidade Bossa (Rua Otávio Corrêa, 35, Cidade Baixa, Porto Alegre), com ingressos a R$ 7,00. Então fala, Ita!: “Estou na contramão, sou um sambista gaúcho! Meu trabalho autoral habita o universo da música popular brasileira, tendo o samba como pulsão vital.” &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14371705-115350859208138274?l=jornalvivavaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/feeds/115350859208138274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14371705&amp;postID=115350859208138274' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/115350859208138274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/115350859208138274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/2006/07/dialticas-brasileiras.html' title='Dialéticas Brasileiras'/><author><name>vaia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06199688058306566451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14371705.post-115342415415156274</id><published>2006-07-20T15:27:00.000-04:00</published><updated>2006-07-20T15:35:54.230-04:00</updated><title type='text'>Brasileirinho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pra quem ainda não conhece, vale dar uma navegada por um dos melhores sítios sobre música popular brasileira: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.brasileirinho.mus.br"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;www.brasileirinho.mus.br&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. O jornalista Fábio Gomes é o responsável pelo trabalho e é grande incentivador de projetos de música brasileira. E agora o brasileirinho tem uma novidade interessante, vê só: um espaço a custo reduzido pra artistas divulgarem lançamentos de CD, colocarem show à disposição pra contratação e permitir a colecionadores negociarem seu acervo etc etc e etc. Acesse:http://www.brasileirinho.mus.br/anuncios/anuncios.htm.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14371705-115342415415156274?l=jornalvivavaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/feeds/115342415415156274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14371705&amp;postID=115342415415156274' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/115342415415156274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/115342415415156274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/2006/07/brasileirinho.html' title='Brasileirinho'/><author><name>vaia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06199688058306566451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14371705.post-115334235533724718</id><published>2006-07-19T16:48:00.000-04:00</published><updated>2006-07-19T16:52:35.356-04:00</updated><title type='text'>Fragmentos de medos e fantasias</title><content type='html'>&lt;em&gt;Quem ainda não assistiu ao espetáculo “&lt;strong&gt;Teus Desejos em Fragmentos&lt;/strong&gt;”, da Cia. Teatro di Stravaganza, ou gostaria de rever, terá mais uma oportunidade na próxima terça-feira, dia 25 de julho (terça-feira). A temporada, encerrada no último dia 16 de julho, terá uma apresentação especial, acompanhada pelo diretor Aderbal Freire Filho, um dos mais requisitados profissionais de teatro do Brasil. Ele estará em Porto Alegre, entre os dias 24 e 27 de julho, ministrando a Oficina de Direção Teatral e Encenação, inserida na programação do projeto “Stravaganza em Diálogos Contemporâneos”. Com o objetivo de promover a qualificação profissional, a oficina é destinada a dramaturgos, diretores, atores e estudantes de artes cênicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A temporada de “Teus Desejos em Fragmentos”, contou com cerca de 20 apresentações e mais de 800 espectadores. Com direção de Adriane Mottola, foi o primeiro texto do dramaturgo chileno Ramón Griffero a ser montado no Brasil. A peça traz os atores Fernando Kike Barbosa, Gustavo Curti, Janaina Pellizon, Lauro Ramalho e Sofia Salvatori. São eles que conduzem o público ao universo de sensações que envolve a experiência humana: medo, fantasia, solidão e abandono são algumas delas. Tudo isso pelos olhos de um homem que está à beira da morte. Os espectadores, 30 por sessão, ficam em uma única fileira de cadeiras. O cenário de Zoé Degani ambienta um universo de imagens plásticas e conceituais. Transforma o espaço cênico de 250 metros quadrados em um labirinto negro de portas, transparências e praticáveis.&lt;br /&gt;A apresentação é gratuita e acontece às 20h30min, no Studio Stravaganza (Rua Olinto de Oliveira 66, Bairro Santana, em Porto Alegre). As reservas podem ser realizadas através dos telefones (51) 3211.0499 e 8444.8418.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Portanto, imperdível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14371705-115334235533724718?l=jornalvivavaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/feeds/115334235533724718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14371705&amp;postID=115334235533724718' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/115334235533724718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/115334235533724718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/2006/07/fragmentos-de-medos-e-fantasias.html' title='Fragmentos de medos e fantasias'/><author><name>vaia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06199688058306566451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14371705.post-115282741097362650</id><published>2006-07-13T17:05:00.000-04:00</published><updated>2006-07-13T18:08:02.586-04:00</updated><title type='text'>Música Boa</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3821/1298/1600/Cartaz%20Cidade%20Bossa%20Curvas%2004.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3821/1298/200/Cartaz%20Cidade%20Bossa%20Curvas%2004.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; E amanhã (14/07) no Cidade Bossa (rua Otávio Corrêa, 35, Cidade Baixa, Porto Alegre-RS) a cantora &lt;strong&gt;Sil&lt;/strong&gt; volta aos palcos da cidade com novo show depois de temporada no RJ. No repertório: Mutantes, Marisa Monte, Caetano, Queen, Tom Jobim e Chico Buarque. É a partir das 2130hs.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14371705-115282741097362650?l=jornalvivavaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/feeds/115282741097362650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14371705&amp;postID=115282741097362650' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/115282741097362650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/115282741097362650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/2006/07/msica-boa.html' title='Música Boa'/><author><name>vaia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06199688058306566451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14371705.post-115273987495057864</id><published>2006-07-12T17:19:00.000-04:00</published><updated>2006-07-12T17:33:47.000-04:00</updated><title type='text'>Poesia e Imagem</title><content type='html'>O poeta e artista plástico &lt;strong&gt;&lt;em&gt;PAULO BACEDÔNIO&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; fará lançamento do livro de bolso &lt;strong&gt;"7 Poemas Cálidos&lt;/strong&gt;", em edição numerada e assinada. Haverá também a estréia de "Vozes de Pássaros" - leitura de Poesia dos Países de Língua Portuguesa - e a abertura da exposição "Poemas Visuais". Tudo isso no dia 17 de Julho de 2006, às 19 horas, no Instituto Cultural Português, que fica na Rua Plácido de Castro, 154 - Azenha - Porto Alegre/RS – Brasil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14371705-115273987495057864?l=jornalvivavaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/feeds/115273987495057864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14371705&amp;postID=115273987495057864' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/115273987495057864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/115273987495057864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/2006/07/poesia-e-imagem.html' title='Poesia e Imagem'/><author><name>vaia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06199688058306566451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14371705.post-115263512045059258</id><published>2006-07-11T11:54:00.000-04:00</published><updated>2006-07-11T14:15:10.790-04:00</updated><title type='text'>Adão Iturrusgarai</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3821/1298/1600/ad??oweb1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3821/1298/320/ad%3F%3Foweb1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;       Um dos cartunistas mais talentosos dos últimos tempos abre exposição amanhã lá no Museu do Trabalho &lt;a href="http://www.museudotrabalho.org"&gt;(www.museudotrabalho.org&lt;/a&gt;),&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; rua dos Andradas, 230. Porto Alegre. RS, que pode ser conferida de terça a sábado das 13h30 às 18h30, domingos e feriados das 14h00 às 19h00- (51) 3227 5196. Adão (&lt;a href="http://www.adaoonline.com.br"&gt;www.adaoonline.com.br&lt;/a&gt;) levará originais antigos, mais ou menos antigos e recentes. Rocky e Hudson, Aline, La Vie En Rose, cartuns soltos, rabiscos, tudo! Imperdível!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14371705-115263512045059258?l=jornalvivavaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/feeds/115263512045059258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14371705&amp;postID=115263512045059258' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/115263512045059258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/115263512045059258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/2006/07/ado-iturrusgarai.html' title='Adão Iturrusgarai'/><author><name>vaia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06199688058306566451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14371705.post-115223267142974040</id><published>2006-07-06T20:31:00.000-04:00</published><updated>2006-07-06T20:37:51.443-04:00</updated><title type='text'>OFICINA DE CRIAÇÃO LITERÁRIA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Curso ministrado por José Castello em parceria entre o jornal literário e a Fundação Cultural de Curitiba. Já estão abertas as inscrições. As séries serão semestrais e a freqüência, semanal. Os encontros acontecerão no Palacete Wolff (Praça Garibaldi, 7 - São Francisco), antiga sede da FCC e que hoje abriga a sua Coordenação de Literatura. A primeira oficina começará no dia 18 de julho e se prolongará até dezembro, sempre às terças-feiras. Cada aula terá duas horas de duração, das 19h30 às 21h30. As turmas contarão, no máximo, com 30 alunos e, no mínimo, com cinco. A mensalidade custa R$ 70. As inscrições devem ser feitas na Coordenação de Literatura da Fundação Cultural (Praça Garibaldi, 7 - São Francisco), das 9 às 12 horas e das 14 às 18. Mais informações pelos telefones (41) 3321-3308 (FCC) ou 3019-0498 (Rascunho).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Sobre a Oficina de Criação Literária Rascunho&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A cada mês, os alunos da oficina trabalharão com um conto breve, de autoria variada. Nos dois primeiros encontros do mês, o conto será discutido e "desescrito". Isto é, os alunos tentarão chegar aos propósitos, planos literários, aspirações, técnicas, princípios estéticos, etc., que geraram aquela narrativa. O objetivo do exercício é fugir da idéia de "inspiração", levando os alunos a entender que a literatura exige, na verdade, aspiração, técnica, suor e trabalho intenso. Mensalmente, os alunos escreverão uma pequena narrativa que "reconte" o conto estudado nas duas primeiras semanas. Os contos escritos pelos alunos serão debatidos em sala durante o terceiro e o quarto encontros do mês, e confrontados com o relato original. Serão trabalhados tanto autores brasileiros como estrangeiros - desde que seus livros estejam disponíveis no mercado. A ênfase será na variedade de estilos e de perspectivas diante da literatura, para levar os alunos a entender que, na verdade, não existe uma literatura, monocórdia e fechada, mas várias literaturas, múltiplas e discordantes.&lt;br /&gt;Os melhores contos - escolhidos pelos participantes da oficina e por José Castello - serão publicados no Rascunho, em data ainda não definida pelo jornal. Todos os participantes receberão um certificado com a carga horária correspondente.&lt;br /&gt;Pra quem não sabe Rascunho é um jornal literário de circulação mensal e nacional, criado em Curitiba, em abril de 2000, pelo jornalista Rogério Pereira. Dê uma olhada: &lt;a href="mailto:rascunho@onda.com.br"&gt;rascunho@onda.com.br&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14371705-115223267142974040?l=jornalvivavaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/feeds/115223267142974040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14371705&amp;postID=115223267142974040' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/115223267142974040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/115223267142974040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/2006/07/oficina-de-criao-literria.html' title='OFICINA DE CRIAÇÃO LITERÁRIA'/><author><name>vaia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06199688058306566451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14371705.post-115212509566129693</id><published>2006-07-05T14:31:00.000-04:00</published><updated>2006-07-05T14:44:55.706-04:00</updated><title type='text'>Famigerados</title><content type='html'>No ar a sétima edição (0 + 6) da revista literária &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Famigerado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (&lt;a href="http://www.famigerado.com"&gt;www.famigerado.com&lt;/a&gt;), com um panorama orgasmático da poesia que se produz hoje no nosso país. Presença dos amigos poetas  Cândido Rolim, Carlos Besen (&lt;a href="http://www.naselva.com"&gt;www.naselva.com&lt;/a&gt;), Daniel Glaydson, Edson Cruz, Jader Neto, Lau Siqueira e Paula Ziegler. Além dos poetas, tem os famigerados da dramaturgia, dos textos e estudos críticos - Léo Mackellene, Nilto Maciel e Rafael Martins, A. Zarfeg, Chico Lopes, Dimas Carvalho, José Arrabal, Luis Benítez, Mauro Mendes. Abaixo um poema de Lau Siqueira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;poema para uma noite de pequenas chuvas&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ainda que não chova nesta noite de passaredos&lt;br /&gt;imensos e misteriosos seres cavalgando nas sombras&lt;br /&gt;segurarei tuas mãos para construirmos juntos na&lt;br /&gt;eternidade de um relâmpago uma canção de aparência&lt;br /&gt;estática que perfure as algazarras cotidianas onde&lt;br /&gt;somos todos estranhos como são estranhas as reses&lt;br /&gt;no pasto com seus olhares mortificados em sonoros&lt;br /&gt;silêncios de placidez imersa em algo de um corpo&lt;br /&gt;etéreo montado sobre pedregulhos de cor alaranjada&lt;br /&gt;e fractais impressos em literatura neolítica&lt;br /&gt;ainda que as águas não caiam sobre os telhados&lt;br /&gt;desta noite qualquer espalhada pela carcaça inicial&lt;br /&gt;do terceiro milênio vamos mastigando nossos passos&lt;br /&gt;ingerindo caminhos percorridos a um palmo&lt;br /&gt;das cumeeiras de nudez e tradução futurista tal&lt;br /&gt;uma criança aprendiz de hacker ou xamã&lt;br /&gt;sabemos que o poeta sorverá seu próprio lodo em&lt;br /&gt;razão de uma existência que acumula benzinas e outros&lt;br /&gt;fluidos derramados na extensão do incêndio que se&lt;br /&gt;alastra enquanto bêbados de sono tomamos o café das&lt;br /&gt;manhãs de invernias mornas como um chá&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14371705-115212509566129693?l=jornalvivavaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/feeds/115212509566129693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14371705&amp;postID=115212509566129693' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/115212509566129693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/115212509566129693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/2006/07/famigerados.html' title='Famigerados'/><author><name>vaia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06199688058306566451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14371705.post-115203595572625051</id><published>2006-07-04T13:52:00.000-04:00</published><updated>2006-07-04T14:06:46.056-04:00</updated><title type='text'>Quem é de sambar....</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3821/1298/1600/feijoada%20completa.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3821/1298/320/feijoada%20completa.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;A moçada do&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;Feijoada Completa&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;, liderada pelo Caio Martinez, voz bonita e de boa técnica, faz o show&lt;/em&gt; Só se foi quando o dia clareou&lt;em&gt; amanhã (quarta-feira) no Teatro Bruno Kiefer, da Casa de Cultura Mario Quintana, às 19hs. O repertório de samba  tocado pelo &lt;strong&gt;Feijoada&lt;/strong&gt; é do mais fino bom gosto.&lt;/em&gt; Confiram!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14371705-115203595572625051?l=jornalvivavaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/feeds/115203595572625051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14371705&amp;postID=115203595572625051' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/115203595572625051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/115203595572625051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/2006/07/quem-de-sambar.html' title='Quem é de sambar....'/><author><name>vaia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06199688058306566451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14371705.post-115203007133847345</id><published>2006-07-04T12:10:00.000-04:00</published><updated>2006-07-04T12:21:11.350-04:00</updated><title type='text'>MARIO QUINTANA</title><content type='html'>Já tá na rua a nova e especialíssima edição do jornal Vaia. O centenário de nascimento do poeta Mario Quintana está sendo comemorado em crônicas, resenhas, ensaios, caricaturas, depoimentos, entrevistas e, claro, muitos poemas do Quintana. Participam os escritores Aricy Curvelo, Charles Abegg, Nei Duclós, Miguel Sanches Neto, Juarez Fonseca, Mario Pirata, Marcelo Spalding, Sidnei Schneider, entre tantos outros que formam o valioso elenco do Vaia. Logo logo a edição integral estará disponível no site do jornal - &lt;a href="http://www.jornalvaia.com"&gt;www.jornalvaia.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14371705-115203007133847345?l=jornalvivavaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/feeds/115203007133847345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14371705&amp;postID=115203007133847345' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/115203007133847345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/115203007133847345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/2006/07/mario-quintana.html' title='MARIO QUINTANA'/><author><name>vaia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06199688058306566451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14371705.post-115197012886559701</id><published>2006-07-03T19:35:00.000-04:00</published><updated>2006-07-03T20:34:42.413-04:00</updated><title type='text'>Compositores</title><content type='html'>&lt;em&gt;Ontem, lá no Cidade Bossa, o bandolinista Rafael Ferrari, com seu terceto (Max, Edgar e Paulinho), quebrou tudo. A base é o choro, pero&lt;/em&gt; &lt;em&gt;a rapaziada vai além, é o jazz, é o jazz do improviso, mas a música é genuinamente brasileira. Outro showzaço foi o do Duo Araucária (Marcelo Lehmann, piano, e Marcelo Rosa, sopros). O Duo tá fazendo o pré-lançamento do cd &lt;strong&gt;Batucada&lt;/strong&gt;, só com músicas próprias. E falando em música própria, o encontro rolou a propósito do projeto Música Autoral que vem acontecendo todos os meses desde o ano passado. É oportunidade para os compositores apresentarem sua produção musical. Na platéia estavvam os músicos-compositores Raul Ellwanger, Karine Cunha, Luizinho Santos, Bethy Krieger, Lu Barros, Evandro Alves, Rodrigo Siervo, Moysés Lopes e Fausto Prado. E, em agosto, dia 13, tem Toneco da Costa, Thiago Gonçalves e Cláudio Santos. Mais detalhes em breve.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14371705-115197012886559701?l=jornalvivavaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/feeds/115197012886559701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14371705&amp;postID=115197012886559701' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/115197012886559701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/115197012886559701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/2006/07/compositores.html' title='Compositores'/><author><name>vaia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06199688058306566451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14371705.post-113079495685775277</id><published>2005-10-31T17:40:00.000-04:00</published><updated>2005-10-31T17:43:03.586-04:00</updated><title type='text'>ELIS VOLTA A TER ENDEREÇO EM PORTO ALEGRE</title><content type='html'>Quase que eu coloquei como título “Elis volta a morar em Porto Alegre”, mas aí estaria beirando o sensacionalismo... Se bem que, na verdade, vejo o Acervo Elis Regina, inaugurado em 22 de setembro de 2005 na Casa de Cultura Mário Quintana, como um lugar onde os admiradores da cantora podem ir “visitá-la”.&lt;br /&gt;Elis pode ser vista em capas de LPs, matérias de revistas e jornais (com ênfase para o triste dia 19 de janeiro de 1982), fotos (da cantora e das pichações "Elis Vive!" nas ruas de Porto Alegre logo após o triste dia), programas de shows, ingressos, livros, camisetas que Elis usou em espetáculos, um retrato pintado por Humberto Ruschinque em 1985 e o material referente à marionete de Elis que integra o espetáculo de bonecos Estrelas do Brasil. Dirigido por Mário de Ballentti há pelo menos 7 anos, Estrelas... traz Elis cantando ao lado de Gal Costa e Carmen Miranda. A previsão inicial é de renovar o material em exposição a cada três meses. &lt;br /&gt;Além de se ver, naturalmente se ouve Elis: há sempre um CD rodando como som ambiente, além de dois fones para audição individual de repertório selecionado. Quando há uma concentração maior de pessoas, o CD de som ambiente pode ser substituído por um vídeo de show - na sexta de tarde, o show era simplesmente Falso Brilhante!!! Em breve, deve se iniciar uma programação regular de exibição dos vídeos.&lt;br /&gt;O Acervo é composto principalmente por material que pertenceu ao acervo da animadora cultural Sônia Duro, além de uma expressiva contribuição reunida pelo marchand Renato Rosa. Mais material chega continuamente; havia pessoas fazendo doações mesmo durante o evento de inauguração.&lt;br /&gt;Falando na inauguração, gostaria de registrar a intensa emoção que levou o diretor da Casa de Cultura Mário Quintana, Sérgio Napp, a ter que interromper o discurso que fazia, ao revelar estar realizando um antigo sonho seu. Todos os presentes compreenderam, pois estavam emocionados também. Principalmente após a leitura que Napp fez de mensagens de Pedro Mariano e João Bosco cumprimentando a CCMQ pela iniciativa.&lt;br /&gt;Todos os que colaboraram com o projeto estão de parabéns. Como seria impossível mencionar todos, concentro meus cumprimentos na pessoa de Sérgio Napp. Aliás, ainda em seu pronunciamento na quinta, Napp afirmou que, a julgar pelas informações que obteve quando da procura por material para o acervo, não existe espaço semelhante no país homenageando a cantora maior. Há, é bom frisar, o Projeto Elis desenvolvido pela Universidade Federal de Uberlândia, embora este não possua sede fixa para exposição. &lt;br /&gt;O Acervo Elis Regina fica no 2º andar da Casa de Cultura Mário Quintana (Rua dos Andradas, 736, Centro, Porto Alegre) e está aberto de terça a sexta das 13 às 19h e sábados, domingos e feriados das 15 às 19h. Quem quiser doar material, pode levá-lo até lá dentro desses horários e entregá-lo a uma das atendentes. &lt;br /&gt;O Brasileirinho, que em 17 de outubro completa 3 anos de atividade, já está representado no Acervo, com textos em papel e numa versão especial do site em CD-Rom, só com o material em que falamos da maior cantora brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fábio Gomes, jornalista, editor do site wwww.brasileirinho.mus.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14371705-113079495685775277?l=jornalvivavaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/feeds/113079495685775277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14371705&amp;postID=113079495685775277' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/113079495685775277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/113079495685775277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/2005/10/elis-volta-ter-endereo-em-porto-alegre.html' title='ELIS VOLTA A TER ENDEREÇO EM PORTO ALEGRE'/><author><name>vaia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06199688058306566451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14371705.post-112734306246518335</id><published>2005-09-21T18:50:00.000-04:00</published><updated>2005-09-21T18:51:02.466-04:00</updated><title type='text'>CIRANDANDO A VIDA NA BEIRA DO MAR</title><content type='html'>&lt;em&gt;Quem viu jamais esquece, quem não viu não pode reconhecer. Noite do dia nove de junho, Salão de Atos da Reitoria da Universidade Federal do RS, mais uma das edições do Projeto Pixinguinha. Atrações: Roberto Mendes, compositor que pesquisa e divulga a chula (ritmo surgido no recôncavo baiano e que vem desde a época da escravatura), Antúlio Madureira (compositor e artesão de instrumentos como a cabala, a marimbaça, o pífano, que interpreta temas eruditos de forma popular e temas populares com técnicas eruditas) e Lia de Itamaracá. Errata: Lia de Itamaracá não é atração, é aparição. Entidade. Durante uma hora um imenso palco (sim, apenas palco, porque tudo era palco, não havia divisão entre platéia e palco) celebrou a dança, na forma de cirandas, e a música de modo transcendental. Uma imensa roda, formada por centenas de mulheres e homens, crianças e velhos, de mãos dadas, se embalou imantada pela voz de Lia, festejando a alegria e a beleza de sua música. Era o consagrado ritual de um povo sofrido combatendo o banzo ancestral.&lt;br /&gt;      A cirandeira-mor do Brasil, batizada Maria Madalena Correia do Nascimento - em Pernambuco toda Maria é Lia e toda Lia é Maria -, é uma senhora negra esguia, de mais de 1,80m, pés grandes, bonita, sorriso largo, sestrosa, majestosa, única entre os seus 21 irmãos dotada de talento musical, “pela graça de Deus e Iemanjá”. Mais do que talento, vocação, a arte da musicalidade lhe pertence. Sua voz rascante é uma fortíssima melopéia, cadenciada. Seu jeito de cantar é particularíssimo, catalisador. Lia compõe suas melodias mesmo sem saber tocar nenhum instrumento e cria seus versos “no ritmo de onda” há mais de 40 anos. São cirandas, cocos, maracatus, muitas músicas de domínio público no seu repertório. Tantas, que a memória de Lia pode ser considerada patrimônio cultural da humanidade. Queimada do sol e do sal da ilha de Itamaracá, como dizem os versos de Paulinho da Viola (Eu sou Lia), animando festejos, bailados e cirandando no embalo do mar, foi que sua conterrânea Teca Calazans a encontrou nos anos 60, na ilha. Deste encontro nasceram os versos “Oh, cirandeiro/ cirandeiro,oh/ a pedra do teu anel brilha mais do que o sol” e “Essa ciranda quem me deu foi Lia/ que mora na ilha de Itamaracá”. &lt;br /&gt;      Em 1977 Lia gravou seu primeiro LP (Rainha da Ciranda), pelo qual recebeu apenas 20 exemplares do LP e nenhum centavo. Aliás, não foram poucas vezes em que Lia recebeu como cachê de seus shows algumas caixas de cerveja. Um exemplo da nossa proverbial “valorização” da cultura popular. Então, o jeito mesmo era ir ganhando a vida como merendeira de escola pública, que Lia não é besta, rapaz...&lt;br /&gt;      Mas o anonimato de Lia parece que começou a acabar. Desde 98, quando participou do Abril Pró-Rock (“me meti no meio daqueles roqueiros lá em Recife e quase que não saio mais; êita!, que os roqueiros são danados!”) que Lia vem sendo citada nas músicas de Lenine, Otto e Nação Zumbi. E os turistas acorrem à Itamaracá pra dançar ciranda com a “diva da música negra”, assim definida pelo The New York Times. A Europa também caiu aos pés de Lia: o jornal francês &lt;br /&gt;Le Parisien comparou sua voz à da cabo-verdiana Cesária Évora e os Djs europeus produzem versões sampleadas de suas cirandas e cocos, botando pra dançar os branquelos das oropa. E, se você procurar por lá o cd de Lia, o encontrará (sim, encontrará fácil fácil, ora pois, eles não são os descobridores?) nas prateleiras destinadas ao estilo trance music. Mas será que Lia sabe disso? Não sabe, não liga pra isso, porque ela quer mesmo é botar os pés nas areias da praia e olhar o mar de Itamaracá. &lt;br /&gt;      Depois do show, no camarim, ela autografava, meio sem jeito, o seu primeiro cd - Eu sou Lia - e distribuía fartos sorrisos para alguns fãs que foram, reverentes, admirar aquela entidade. Desconfiada, quase calada, às vezes mal disfarçando a falta de jeito quando questionada sobre algo mais particular, ela nos brindou com algumas palavras, que contam um pouco da sua vida e música&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Ramos - editor Jornal VAIA&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14371705-112734306246518335?l=jornalvivavaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/feeds/112734306246518335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14371705&amp;postID=112734306246518335' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112734306246518335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112734306246518335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/2005/09/cirandando-vida-na-beira-do-mar_21.html' title='CIRANDANDO A VIDA NA BEIRA DO MAR'/><author><name>vaia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06199688058306566451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14371705.post-112734199535329944</id><published>2005-09-21T18:29:00.000-04:00</published><updated>2005-09-21T18:44:47.133-04:00</updated><title type='text'>ENTREVISTA: LIA DE ITAMARACÁ</title><content type='html'>&lt;em&gt;Com foi o seu contato com a ciranda, a senhora aprendeu a cantar com alguém?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Isso foi um dom que Deus me deu. Meu sonho sempre foi cantar ciranda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E o que é a Ilha de Itamaracá? É o seu mundo, é a sua casa, o que significa a&lt;br /&gt;Ilha pra senhora?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;É o lugar onde nasci, me criei, lá me sinto muito feliz com todos. E acho a ilha muito bonita, a praia linda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Existe uma preocupação em preservar a tradição da ciranda, algum centro&lt;br /&gt;cultural, alguém se preocupa em levar adiante essa tradição? Ou a tradição está&lt;br /&gt;enfraquecendo, acabando?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Não acaba, não. Em Itamaracá, se eu morrer, a ciranda acaba. Mas no Recife tem muito cirandeiro. E cada um com mais coisas bonitas do que o outro. Mas, coitados, tá tudo muito parado, por falta de incentivo cultural. Com tanta coisa boa, e esse povo não enxerga isso... deixar isso se acabar aos poucos. Só eu que tomo coragem, sou muito guerreira. Porque se fosse dar moleza, já viu, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Porque que a senhora. acha que a mídia não dá o devido espaço pra cultura popular?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Não sei. Eu não entendo o lado deles. Sei que a gente tem muito o que dar. E tem mesmo! Então é juntar essas pessoas que fazem a cultura do povo e fazer registro, gravar as músicas, incentivar essa gente, porque essa gente é muito boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O que a gente viu hoje aqui no teatro foi uma grande celebração da música, da dança e da alegria entre os artistas e o público.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;É verdade. A gente sempre traz a música, a dança e toda a alegria. Eu gostei muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;As rádios divulgam a sua música?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Divulgam, mas nem tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E tem jabá?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Jabá, dinheiro? A mim nunca pediram jabá, não. Mas é porque eles me conhecem, sabem com quem tão lidando, que eu não sou besta. Vou bater prego sem estopa! Eles nem vêm falar disso pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quando a gente ouve as suas composições tem a impressão de que a senhora compõe as cirandas, cocos, maracatus, na beira da praia. Como é que a senhora compõe?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;É sim, é na beira da praia. Me inspiro é nas ondas do mar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A senhora chegou a estudar música formalmente, participando de alguma escola de música ou canto em algum momento da sua vida?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Não. A minha escola é minha mente, minha inspiração, meu talento e Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E a senhora já cantou em coro de igreja?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas a senhora é religiosa?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Sou católica apostólica romana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Qual foi a primeira composição que a senhora fez, a mais marcante?&lt;br /&gt;A ciranda registrada mesmo foi “Quem me deu foi Lia”, fiz ela lá nos meus 18/19 anos. E a Teca Calazans gravou em 1962. Essa é minha marca mesmo. Outra que me marca muito é “Eu sou Lia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa ciranda, “Quem me deu foi Lia”, é um tipo de música muito antiga, tem um jeito ancestral, né?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;É sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A senhora conheceu o Hermínio Bello de Carvalho? (É dele um dos textos que vem no encarte do seu cd “Eu sou Lia”). Vocês fizeram alguma parceria, tem alguma música gravada?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Ainda não fiz nenhuma parceria com ele. Mas gostaria muito. Ele é muito bom, é maravilhoso aquele homem. Qualquer hora que tiver chance de fazer parceria com ele eu tô de pé e com a garganta afiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A senhora ainda continua trabalhando como merendeira numa escola pública lá na ilha? Que plano a senhora tem pro futuro, vai sair outro cd, como anda a sua carreira musical?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Trabalho como merendeira sim, já faz vinte e poucos anos. E temos um grupo de ritmo lá na ilha. Tô preparando o meu 2º cd agora. Tem 44 anos que canto ciranda, já tô com 61 anos de idade. Sou feliz fazendo minhas músicas, vivendo na praia, graças a Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14371705-112734199535329944?l=jornalvivavaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/feeds/112734199535329944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14371705&amp;postID=112734199535329944' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112734199535329944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112734199535329944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/2005/09/entrevista-lia-de-itamarac.html' title='ENTREVISTA: LIA DE ITAMARACÁ'/><author><name>vaia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06199688058306566451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14371705.post-112673463575822581</id><published>2005-09-14T17:49:00.000-04:00</published><updated>2005-09-14T17:50:35.770-04:00</updated><title type='text'>TORQUATO NETO EM SI MAIOR</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Proust repudiava as frases feitas, o censo comum. Também não me agrada o que parece ser uma opinião pública. Ao me deparar com um consenso geral, tento logo cortar caminho, procuro outras veredas que levam a outra explicação. Falo de Pra mim chega – a biografia de Torquato Neto, que agora parece ganhar os louros que lhe são devidos. No período de menos de um ano, ganhou dois tomos de sua obra, Torquatália de Paulo Roberto Pires, e essa biografia narrada pelo jornalista Toninho Vaz. Mas eu falava era dos consensos, do primordial consenso que parece pautar as biografias e os tratados de história: o homem é produto do meio.&lt;br /&gt;Parece ser inviável dissociar o homem de seu tempo, da época, do período político-sócio-cultural determinado pelo seu natalício e falecimento. E é seguindo essa linha, de não só traçar a história pessoal de Torquato Pereira de Araújo, neto (isso mesmo, com minúscula e vírgula), que Toninho Vaz conta também a história do desbunde cultural brasileiro que teve seu auge de 1964 a 1972. Refreando justamente com o suicídio, à gás num banheiro de apartamento na cidade maravilhosa, de Torquato Neto. Não morria naquela data, 10/11/1972, o compositor, jornalista e papa da Tropicália. Morria ali - assim como a morte de Janis Joplin, Jim Morrison e Jimi Hendrix (a trilogia do J), representou para os “porras-loucas” de seus países - o mais emblemático ídolo dos “porras-loucas” brasileiros. Um jovem que erguia e desmoronava pilares, que com arguta inteligência transava todas, desde a formatação de um movimento estético-cultural, que foi a Tropicália, passando pela música (que devido ao fácil acesso é a paixão maior de todo jovem) e o jornalismo (outra paixão) e desaguando no cinema udigrudi, o que com uma super-8 na mão e sem uma idéia muito clara na cabeça, fazia-se cinema de primeira.&lt;br /&gt;A biografia traz de polêmico a homossexualidade de Torquato, seu caso de vários anos com o piauiense Adherbal Tomas de Aquino e seu provável romance com Caetano Veloso. Revela também seu lado drogueiro. Torquato Neto era grande consumidor de entorpecentes: fumava maconha diariamente, bebia em demasia e tomava ácido. Toninho não reproduz esse texto na biografia, mas há no livro Os Últimos Dias de Paupéria, uma passagem dos textos que Torquato escreveu nos sanatórios, os quais ele chamava Engenho de Dentro, onde ele revela uma “experiência” com L.S.D; que constou no uso diário de L.S.D por mais de um mês. Aqui voltamos ao chavão: o homem é produto do meio e etcétera. Torquato fazia uma “experiência” perigosa, na mesma época, muito provavelmente influenciado pelo próprio, em que o psicólogo Timothy Leary fazia o mesmo. É fácil pensar que cultura e abuso de drogas eram indissociáveis nos anos em que a contracultura montava suas bases. Capinam até se sentia descriminado, naquela época, por ser careta.&lt;br /&gt;Busco um outro caminho e me arrisco a intuir que por mais bem feita, honesta e necessária essa biografia do Torquato, ficou, em alguns capítulos, por demais datada. Senti falta de maiores depoimentos da família. Devo confessar que sou bom amigo do pai de Torquato, Dr. Heli da Rocha Nunes, que atualmente mora na cidade natal de meu pai, Picos, PI. E cheguei a ouvir de Heli, que seu filho, já nas últimas, confessara a ele que não conseguia se libertar do vício da droga, que queria muito, mas não conseguia. Relato isso porque, na biografia, Torquato parece ter passado pelos sanatórios em busca de se curar de algum problema mental. Não acredito nisso. Ele até poderia ter algum distúrbio, mas que se agravou, consideravelmente, por conta do uso abusivo de drogas. Pra mim, Torquato morreu agarrado a sua bandeira, como aconteceu com a trilogia do J. Recusava a encarar um mundo careta. No fundo ele sabia que se continuasse acabaria tendo que achar Peninha o máximo ou num cargo do Ministério da Cultura, que de Cultura só tem a “fachada”. Torquato procurou os sanatórios para tratar de sua dependência química, não de uma possível esquizofrenia. E é aqui que mora o equívoco: a droga não é e jamais será característica de geração alguma. Ela é sempre uma postura individual. Foi assim com a geração anterior à de Torquato. No Brasil podemos citar Assis Valente, que se suicidou na terceira tentativa, ingerindo formicida e se atirando do Corcovado e Vicente Celestino (esse participando de um programa tropicalista se escandalizou com uma cena onde os tropicalistas faziam da banana a hóstia sagrada - em referência à Santa Ceia. Saiu irritado da gravação para morrer horas depois num quarto de hotel, literalmente, do coração) que não conseguia parar de beber. Fora do país cito Billy Holiday, Charlie Parker e Elvis Presley. Da geração seguinte: Raul Seixas, Cazuza, Renato Russo e Elis Regina, que embora tenha começado a gravar quando Torquato ainda vivia, inclusive gravando o próprio, só veio se firmar anos depois. Fora do Brasil: o emblemático Kurt Cobain.&lt;br /&gt;Estive com o autor da biografia de Torquato, o Toninho Vaz, aqui em Fortaleza, conversamos bastante, e eu lhe dei meu livro BINGO! e a primeira edição da revista Arraia Pajéurbe, que traz como destaque uma grande e curiosa entrevista com o pai de Torquato, o já citado Heli da Rocha Nunes. Essa primeira edição da revista é de nov/dez de 2000. A entrevista, apesar de algumas dissonâncias, foi um marco importante após a morte de Torquato. E que não foi citada na relação de acontecimentos importantes que traz o livro de Toninho Vaz. Outra ausência significativa da listagem foi a publicação de Explicação do Fato. Longo, e talvez o mais elaborado poema de Torquato Neto. Publicado pela primeira vez na revista literária piauiense Pulsar, editada por Paulo Machado, em 1999. Aliás, Toninho Vaz, foi extremamente feliz ao publicar Explicação do Fato nessa biografia. Não se importando com o tamanho do poema e se mostrando entendedor de boa poesia. O mesmo não aconteceu com Torquatália lançado há alguns meses; há ausência desse poema talvez seja a maior lacuna dessa antologia. Brindamos os leitores do Vaia com a reprodução do poema em questão.&lt;br /&gt;O que mais poderia acrescentar a uma obra tão completa como essa biografia? Lembro-me de uma historinha me contada pela própria Olga Savary, esposa do Jaguar naquela época, quando essa esteve aqui em Fortaleza em 2001: que o Torquato, enfurecido, na redação de O Pasquim, deu um forte empurrão em seu marido, o que resultou na fratura de uma perna do Jaguar. Esse era o Torquato Neto, o piauiense que não levava desaforo de ninguém e que cobrava explicações não só do fato, em alusão ao poema aqui reproduzido – e que na biografia não é revelado o título, é provável que Toninho não tenha tido acesso a revista Pulsar nº1, de 1999 -, mas também da coisa, de qualquer coisa que cheirasse a vanguarda. Torquato trabalhou desde a adolescência num livro de poesia intitulado de O Fato e a Coisa.&lt;br /&gt;Tenho também uma carta do jornalista e musicólogo, Ary Vasconcelos (a mim endereçada em abril de 2000); onde me conta do seu encontro com Torquato Neto: Ary era jornalista musical da famosa revista O Cruzeiro, quando Torquato, em visita à redação da revista, se depara com ele e os dois conversam bastante sobre música. Na carta, Ary me fala que era visível a genialidade de Torquato. O musicista Ary Vasconcelos foi responsável por vários dos textos da coleção MPB, da editora Abril que nos 80’s era comercializada nas bancas de revista. Essa afamada coleção ajudou a cunhar de vez a sigla MPB.&lt;br /&gt;Essa minha matéria busca ajudar no perfil do homem, acima do mito, Torquato Neto; que optou, em vida, encurtar sua biografia. Pra mim chega, agora em alusão ao título do Toninho, dessa ladainha do poeta que morre jovem, buscando a consagração antes das rugas. O que o Torquato quis foi dar as pistas para a maturidade de sua geração – a qual sem o seu suicídio jamais pararia pra uma prova dos nove -, amadurecer com ela. Lendo essa biografia do Toninho Vaz, sinto o Torquato, um senhor de 60 anos, ao meu lado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;CLÁUDIO PORTELLA (Fortaleza/1972). È autor de BINGO! (2004). Publicado pela editora portuguesa Palavra em Mutação. Possui trabalhos publicados na revista Caros Amigos, no jornal Rascunho, no Suplemento Literário de Minas Gerais, na revista internacional de poesia Dimensão, na revista portuguesa Palavra em Mutação, no jornal Diário do Nordeste e O Povo. Colaborou do jornal O Globo e Jornal do Brasil. Na Internet, seus textos proliferam em saites como: Capitu (SP) (Foi colunista do saite), Germina (MG &amp;amp; SP), Paralelos (RJ), Patife (MG) e Jornal de Poesia (CE). Poemas seus foram traduzidos para o inglês, para o espanhol e italiano. Em 2002, ganhou com Predileções em carma vivo o concurso de conto da UBENY (União Brasileira de Escritores em Nova York). Participou do júri do Prêmio Literário Cidade de Fortaleza, por quatro anos seguidos, 2001-2004. Foi co-editor da revista Arraia Pajéurbe (FUNCET – Fundação de Cultura, Esporte e Turismo de Fortaleza, 2000-2004).&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14371705-112673463575822581?l=jornalvivavaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/feeds/112673463575822581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14371705&amp;postID=112673463575822581' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112673463575822581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112673463575822581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/2005/09/torquato-neto-em-si-maior.html' title='TORQUATO NETO EM SI MAIOR'/><author><name>vaia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06199688058306566451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14371705.post-112544101215856115</id><published>2005-08-30T18:27:00.000-04:00</published><updated>2005-08-30T18:30:12.166-04:00</updated><title type='text'>CADÊ O SAMBA QUE TAVA AQUI?</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Na música o Brasil não destrói o passado.Ao contrário ele irrompe, espontaneamente,e se reconstrói todos os dias."(Leonel Kaz)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"BUM BUM PATICUMBUMPRUGURUNDUM"... Ismael (Silva) cantou e Sergio Cabral entendeu - isto é samba, não é maxixe.&lt;br /&gt;Terá tido, em algum momento da saga mestiça da cultura musical brasileira, algo que comprove que este ritmo veio da África e aqui se estabeleceu magicamente, intocável e irretocável, passando oralmente, ou pelas mãos de tamboreiros, de geração a geração intacto?&lt;br /&gt;Mário de Andrade considerava ser o maxixe originário da polca, habanera e do lundu. Samba, por sua vez, entre os descendentes de africanos era termo que continuava com a significação do quimbundo: reza, oração. Samba e Maxixe, portanto, não teriam relação de descendência um do outro. O Maxixe é ligado ao Samba pela família do lundu, por sua vez filho do batuque africano, pai legítimo do Samba.&lt;br /&gt;Kazadi Wa Mukuna, em seu livro Contribuição Bantu na Música Popular Brasileira, afirma: "...a origem do samba e a data da sua introdução no cenário da música brasileira têm levantado momentos controversos entre os estudiosos... Apesar das controvérsias, há um ponto de convergência a respeito da inegável herança africana encaixada dentro desta forma musical".&lt;br /&gt;Nei Lopes, no seu Sambeabá, já nas primeiras páginas escreve: "...Buscando comprovar essa origem africana do samba - nome que aqui, tomado em sua acepção inicial, define várias danças brasileiras e a música que acompanha cada uma delas-, veremos que o termo foi corrente também no Prata como Samba ou Semba.... Responsáveis, então pela introdução no continente americano, de múltiplos instrumentos musicais, como a cuíca ou puíta, berimbau, ganzá, reco-reco... foram certamente africanos do grande grupo etnolingüístico Banto que legaram à música brasileira as bases do samba e o amplo leque de manifestações que lhe são afins".&lt;br /&gt;Câmara Cascudo no seu Made In Africa também escreve: "Que significará Samba em Angola? Samba é nome próprio, divulgadíssimo na toponímia de Angola: Samba, povoação no sobado de Calumbu, Quilende; Samba em Caculo-Cabango, Muxima; Samba em Huí-iá-Cava, Ambaca, Samba em Senze..."&lt;br /&gt;Entretanto para transformar este gostoso debate num bom Samba de terreiro surgiu um etnomusicólogo brasileiro de nome Carlos Sandroni que, ao fazer uma varredura, uma assepsia no tema levantou algumas questões pertinentes: "...Assim, mesmo se a noção de síncope inexiste na música africana (a síncope é uma medição ocidental - explicamos), é por síncopes que, no Brasil, elementos desta última vieram a se manifestar na música escrita; ou, se preferirmos, é por síncopes que a música escrita fez alusões ao que há de AFRICANO em nossa música de tradição oral. É nesse sentido, E SÓ NESSE, que tinham razão os que afirmavam que a origem da síncope brasileira estava na África".&lt;br /&gt;Sandroni, usando termos como cometricidade e contrametricidade, aos poucos, em cada capítulo do seu livro Feitiço Decente, vai explicando os lugares comuns da lógica musical africana na música brasilera, principalmente em ritmos de tradição oral como Coco, Maracatu e manifestações afro-religiosas (vide transcrições em partituras no livro de Reginaldo Gil Braga, Batuque Jejê-Ijexá em Porto Alegre, como exemplo também), incluindo é claro o Samba.&lt;br /&gt;Apenas para uma pequena constatação. Experimente o leitor deste texto assistir a um ensaio de uma bateria de escola de Samba. Atente para os vários e variados instrumentos de percussão que a compõem. Em seguida preste atenção, concentre-se nas linhas rítmicas, ou conduções que cada um destes grupos de instrumentos desenvolve: tamborins, maracanãs, agogôs, caixas, repiniques... e por último, perceba as variações que eles vão construindo dentro de uma base rítmica geral que funciona como um pivô, onde todos estes instrumentos gravitam, com uma margem de improvisação e levadas. A partir daqui reflita na rítmica oral do Ismael citada no início deste texto e experimente escutar uma gravação de músicos africanos tocando seus tambores, djembés etc...A música, meu amigo, falará por si só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felipe Azevedo, compositor e violonista&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14371705-112544101215856115?l=jornalvivavaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/feeds/112544101215856115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14371705&amp;postID=112544101215856115' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112544101215856115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112544101215856115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/2005/08/cad-o-samba-que-tava-aqui.html' title='CADÊ O SAMBA QUE TAVA AQUI?'/><author><name>vaia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06199688058306566451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14371705.post-112508879267347767</id><published>2005-08-26T16:37:00.000-04:00</published><updated>2005-08-26T16:43:06.683-04:00</updated><title type='text'>*Desaforismos</title><content type='html'>Sertão: O sertão é um mundo na fronteira do Oriente. Para o sertanejo, toda cidade é um pouco Bagdá. O sertão é uma utopia de João Guimarães Rosa.&lt;br /&gt;Sexo: De origem vulgar. O sexo é suspeito porque implica a cumplicidade de um parceiro. O sexo competitivo é tão insípido quanto um rodízio de churrascaria. Uma herança das cavernas. Sinônimo de tédio.&lt;br /&gt;Sobressalto: O luxo de criar, enfim, um sobressalto.&lt;br /&gt;Solidão: Conquista difícil, prêmio de poucos.&lt;br /&gt;Sonhos: Os sonhos são alquímicos.&lt;br /&gt;Tragédia: Quase todo noivado antecipa uma tragédia.&lt;br /&gt;Utopia: A utopia é um nobre refúgio.&lt;br /&gt;Vaqueiro: Porque tenho a alma de vaqueiro, sigo adorando os sons orientais.&lt;br /&gt;Vulgaridade: A vulgaridade é superlativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Franklin Jorge (1952) nasceu na cidade de Ceará Mirim, no Rio Grande do Norte. Escritor eclético e enigmático, jornalista de renome, é autor de "Impróprio para menores de 18 anos" - Limiar, 1976, em parceria com a escritora Leila Míccolis; "Poemas Apócrifos" (in_Fantasmas Cotidianos - Navegos, 1994); "Abaixo do Equador" e "Ficções Fricções Africções" - Mares do Sul, 1999, ganhador do Prêmio Luís da Câmara Cascudo, de onde extraímos o texto acima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14371705-112508879267347767?l=jornalvivavaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/feeds/112508879267347767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14371705&amp;postID=112508879267347767' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112508879267347767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112508879267347767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/2005/08/desaforismos.html' title='*Desaforismos'/><author><name>vaia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06199688058306566451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14371705.post-112431594991330382</id><published>2005-08-17T17:57:00.000-04:00</published><updated>2005-08-17T17:59:09.916-04:00</updated><title type='text'>COMO UM SOL QUE EXPLODE</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;   Todo dia Abelardo seguia os passos de Camilo. Porque quase nunca este se encontrava com Maria no mesmo lugar. Um dia Camilo perguntou se Abelardo gostava de sofrer. Ficou mudo e se afastou do irmão. Não sabia explicar por que necessitava ver, de perto e sempre, aquelas cenas animalescas. Mordia os lábios, arregalava os olhos e estremecia. Talvez devesse apresentar-se no momento do êxtase do casal e interromper aquela sem-vergonhice. Não, não tinha coragem para nada na vida. Um covarde, um medroso. Certa vez não precisou seguir Camilo. No dia anterior ouvira, por três vezes, Maria e o namorado se despedirem assim: "Amanhã na ponte". Saiu de casa antes do irmão. Escondido, viu a moça chegar. As águas do rio corriam lerdamente. Os mosquitos voavam e ziniam. E Camilo não aparecia. Maria olhava para os lados, sentava-se, andava e resmungava:  "Amanhã na ponte. Ou amanhã na fonte? Na ponte, na fonte". Olhos arregalados na direção da amada, Abelardo mordia os lábios. Por que Camilo não chegava? Talvez perdido na fonte. E Maria já se preparava para partir. Oh! não partisse. Prometia-lhe mil beijos, carícias de mãos, um abraço imensurável e o amor mais ardente. Porém ela sumiu entre as folhagens, feito uma fada, e ele gemente, os lábios em sangue e o corpo todo em chamas.&lt;br /&gt;      Em outro desencontro do casal, porém na fonte do Riacho do Marco, deu-se de Maria não aparecer. O chiado das águas parecia cantar: "espera, amor, já vou, já vou". E Camilo sossegado, assobiando e às vezes rindo. Súbito, levantou-se do chão e caminhou em direção aos olhos arregalados de seu irmão. "Por que você me segue todo dia?" O sol já não queimava tanto e os passarinhos voavam ao redor das árvores. "Enquanto você quer sofrer, eu quero me livrar do sofrimento". Abelardo pedia desculpas, perdão. Só faltava ajoelhar aos pés do irmão. "Você ama mesmo Maria? Por que não luta por ela? Eu não a amo, meu irmão. E ela tem piedade de mim. Ninguém me ama. Papai? Meu genitor. Mamãe? Minha genitora. Nunca me quiseram. Como você é diferente. E você sabe disso. Você é o filhinho predileto deles".&lt;br /&gt;      Camilo convidou Abelardo a sentarem-se. E retirou um revólver da cintura. Pretendia matar Maria e, em seguida, se matar. Sua história acabaria ali, naquela fonte. No entanto, havia mudado de idéia. Não haveria mais mortes. Ou poderia acontecer apenas uma morte.&lt;br /&gt;      Apanhou de novo a arma e girou o tambor cinco vezes, retirando cinco balas. "Você já ouviu falar de roleta-russa?" E propôs: primeiro o irmão, depois ele. Uma tentativa para cada um. Se Abelardo não morresse, ele apontaria a arma para a própria cabeça. E Maria seria do irmão. A entrega dela a Abelardo se daria no dia seguinte àquele, ali mesmo na fonte.  Camilo ficaria atrás da moita, enquanto o irmão se apresentaria à moça. Falaria de seu amor por ela e de seu conhecimento dos encontros dela com Camilo. Se ela oferecesse resistência, ele prometeria contar para toda a cidade as sem-vergonhices dos dois. O pai dela a enxotaria de casa e todo homem daria mil réis por uma horinha de cama com ela. Nem Getúlio Vargas a salvaria da desonra. Convencida, Maria se deitaria no capim, e o próprio Abelardo retiraria suas vestes. No melhor momento da cena, Camilo surgiria do mato. E ela não teria mais como voltar para ele.&lt;br /&gt;      No horizonte a luz vermelha do sol se misturava ao verde da serra. Os pássaros piavam melodicamente nas árvores. Abelardo mordeu os lábios, fechou os olhos e levou o cano da arma à própria cabeça.&lt;br /&gt;      E deu-se um estampido como o de um sol que explode.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;                                                   &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;NILTO MACIEL&lt;br /&gt;                                                Pescoço de Girafa na Poeira&lt;br /&gt;                                    Bolsa Brasília de Produção Literária - 1998&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14371705-112431594991330382?l=jornalvivavaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/feeds/112431594991330382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14371705&amp;postID=112431594991330382' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112431594991330382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112431594991330382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/2005/08/como-um-sol-que-explode.html' title='COMO UM SOL QUE EXPLODE'/><author><name>vaia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06199688058306566451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14371705.post-112431561562665233</id><published>2005-08-17T17:51:00.000-04:00</published><updated>2005-08-17T17:56:56.483-04:00</updated><title type='text'>TODOS OS CANTOS E CONTOS NEGREIROS</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Tem negro de pele muito branca, quase albino mesmo, trabalhando descalço, capinando diuturnamente sua lavoura de fumo no interior do município de Sobradinho, no Rio Grande do Sul. Neto de imigrante pomerano é semi-analfabeto e não tem a maioria dos trinta e dois dentes da boca. Os que restam estão em caco. Tem negro amarelo de olhinhos puxados cuidando das suas hortaliças e tomateiros e sorrindo para o atravessador que vem explorá-lo na periferia de Cascavel, no Paraná. Bisneto de imigrantes japoneses, vindo, não de Honshu a maior ilha, o Japão aristocrata, mas de Okinawa e Hokaido, um Japão plebeu, sem terra e sem honra perante seus senhores feudais.&lt;br /&gt;Tem negro de todo matiz, carregam um sinal comum: a pobreza, a falta de instrução. Porque se fossem azuis e possuíssem dinheiro branqueavam na hora. A sociedade brasileira é oportunista. Mas como disse – e muito bem - meu colega Bira Azevedo na sua canção Trânsito: "Um negreiro vai / um negreiro vem / no bafio da onda / o bafão do trem //".&lt;br /&gt;O livro Contos Negreiros de Marcelino Freire, pernambucano, brasileiro, negro assumido na linha de Xangô, trata de todos os matizes possíveis dessa nossa uma pele que se revela multicor, e sob qualquer derme é negra. Marcelino expõe de forma contundente o preconceito. Usando uma linguagem forte, lírica, enxuta, deliciosa. Ele conta como falasse a nossos ouvidos, como se lesse para nós, entoando ao acordo a voz de cada personagem. Na mais pura tradição mourisca do contador de estórias que influenciou o cordel e o repente do seu amado Pernambuco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Enquanto Zumbi trabalha cortando cana na zona da mata pernambucana Olorô-Quê vende carne de segunda a segunda ninguém vive aqui com a bunda preta pra cima tá me ouvindo bem?".&lt;br /&gt;(Trecho do Canto Primeiro – Trabalhadores do Brasil)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ouvem não, Marcelino! Os negros de pele mais clara deste país não ouvem os de pele mais escura, e os de pele mais escura que têm dinheiro já não ouvem os negros de pele mais clara que não têm, nem os de pele retinta, também pobríssimos. Porque o sonho de todos os negros, que são todas as gentes deste imenso negreiro chamado Brasil, é galgar o estrelato no Big Brother. É virar Xuxa. É dar-se a brejeiradas fiscais e movimentar zilhões para comprar o mundo. Marcelino, ainda que não ouçam nitidamente, continua firme teu canto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ALEXANDRE FLOREZ, músico e compositor&lt;br /&gt;        alexf&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="mailto:alexflorez2003@yahoo.com"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;lorez2003@yahoo.com&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14371705-112431561562665233?l=jornalvivavaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/feeds/112431561562665233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14371705&amp;postID=112431561562665233' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112431561562665233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112431561562665233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/2005/08/todos-os-cantos-e-contos-negreiros.html' title='TODOS OS CANTOS E CONTOS NEGREIROS'/><author><name>vaia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06199688058306566451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14371705.post-112302208951520508</id><published>2005-08-02T18:32:00.000-04:00</published><updated>2005-08-02T18:34:49.523-04:00</updated><title type='text'>DEMO</title><content type='html'>Demo de demonstração! Sua saia nos calcanhares revela a exclamação. A Escadaria do Senhor. Veio querendo gravar uma fita. Que voz! Pena que a literatura sintética desse poeta metido não é dada a descrições. Fazer o que? Precisava de uma mão. A minha já não mata! Vivo num plano espiritual, pago meus pecados. O presente relato é parte da dívida. A saia, achou que Demo fosse de Demônio. Reencarnei num cabeludo. Pior, só ser psicografado por Leon Galiel van Ferráz. O periespírito do psicografista deixa vestígios.&lt;br /&gt;Segunda, oito do sete de zero dois, quinze e trinta em ponto, sem atraso. A saia turquesa entra no estúdio para gravar a Demo. Nas primeiras escalas. Susto! Estava diante da voz mais perfeita que meus ouvidos já degustaram nas minhas dezenas de reencarnações. Gravamos duas músicas. A saia lilás tinha pago seis! Mas dois dias e a voz mais colorida da galáxia iria para China, com o Demo na bolsa.&lt;br /&gt;Convido para uma pizza. Satisfeita com a gravação, no segundo dia ela aceita o convite. Pobre alma! Possuía a voz mais perfeita da humanidade e a insegurança em pessoa.&lt;br /&gt;Não! Sempre fui egoísta. Mudar para quê? Não falei da sua voz. Ou seriam meus ouvidos? Os chineses que abrissem os deles.&lt;br /&gt;Morava com os avos e a mãe solteira. A mãe cuidava dos pais, enquanto ela cuidava de Deus diariamente na A Escadaria do Senhor do bairro. Laranjeiras. Rio de Janeiro. Um pastor pagou a fita demo e a levaria para China. Eu disse China?&lt;br /&gt;Você disse China?&lt;br /&gt;O que tem a China?&lt;br /&gt;Tudo claro. Edvaldo não via a cor da voz. O LSD mostra a cor do som. O pastor Edvaldo nunca tomou um acido. Queria a saia laranja abaixo dos calcanhares.&lt;br /&gt;Continuarei sendo um egoísta. Ela que fosse para a China e se fudesse, melhor, que a fudessem.&lt;br /&gt;Na China todo mundo é igual!&lt;br /&gt;Igual como?&lt;br /&gt;Ou eu me purificava ou ficaria vagando mais uma encarnação.&lt;br /&gt;O pastor que lhe comer.&lt;br /&gt;Dois anos depois, a encontro cantando num inferninho quatro quadras da Escadaria. Sua voz estava mais perfeita do que antes. Vestia uma saia do mesmo tamanho, de som preto. As cores por sua vez possuem som.&lt;br /&gt;Sento na mesa do fundo, mais algumas notas e me reconhece. Tosse, termina Núbia Lafaiete elevada a enésima e vem para a minha mesa.&lt;br /&gt;Por que não lhe ouvi?&lt;br /&gt;Balancei os cabelos, agora maiores.&lt;br /&gt;Fui violentada por um bando de chineses.&lt;br /&gt;Assobiei um rock.&lt;br /&gt;Fui libertada pela Federal. Voltei há seis meses.&lt;br /&gt;E a saia cor de rosa?&lt;br /&gt;Foi tudo que me restou.&lt;br /&gt;A mãe a expulsou de casa quando soube que não era mais virgem. As explicações não valeram de nada. Lavagem cerebral de pequena voltagem. Cosmopolita analfabeta, com o demônio entre as pernas. Os pais morreram, Edvaldo fala bonito, tem o pênis delgado e provem uma cesta básica. A porta da rua é a serventia do inferninho Amadeus, um prato de comida, uma rede quando o estabelecimento fecha, isso entre as seis e meia e oito, armada no salão central. Sorte o Amadeus ser cearense.&lt;br /&gt;Quer comer uma pizza?&lt;br /&gt;Bolas indianas, dupla penetração. Um catálogo como aprendizado. Restaram a saia e o terrível palito nos dentes. Enquanto palitava os dentes, uma barraca armava. Cama!&lt;br /&gt;O inferno agora era familiar. Os pés da cama eram latas e tijolos que desabavam cada vez que ela me ensinava uma posição oriental.&lt;br /&gt;Marta acendeu um cigarro.&lt;br /&gt;Minha recompensa foi o gozo, atingia gozo múltiplo. Trinta&lt;br /&gt;espasmos, o nirvana é uma cambada de japoneses.&lt;br /&gt;Semanas depois gravamos outra demo. Dessa vez Demo de demônio. O repertório era Blus. Entrava em transe cada vez que Marta abria a boca. Marta? Um e setenta, branca feito um copo de leite, bunda grande e seios volumosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Cláudio Portella&lt;/strong&gt; nasceu em Fortaleza em 1972. Possui trabalhos publicados na revista "Caros Amigos", no jornal "Rascunho", no "Suplemento Literário de Minas Gerais", na revista internacional de poesia "Dimensão", na revista portuguesa "Palavra em Mutação", nos jornais O Globo e Jornal do Brasil, nos jornais "Diário do Nordeste" e "O Povo". Na Internet, seus textos proliferam em revistas eletrônicas tais como "Capitu" (SP) (Foi colunista da revista), “Germina” (SP &amp;amp; MG), "Paralelos" (RJ), Mnemozine (SP), “Patife” (MG) e “Jornal De Poesia” (CE). Textos seus foram traduzidos para o inglês, para o espanhol e italiano. Em 2002, ganhou com "Predileções em carma vivo" o concurso de conto da "UBENY" (União Brasileira de Escritores em Nova York). Em 2004, seu livro "BINGO!", foi publicado pela editora portuguesa Palavra em Mutação. Foi co-editor da revista Arraia Pajéurbe (FUNCET – Fundação de Cultura, Esporte e Turismo de Fortaleza, 2000-2004). Contato: clautella@ig.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14371705-112302208951520508?l=jornalvivavaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/feeds/112302208951520508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14371705&amp;postID=112302208951520508' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112302208951520508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112302208951520508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/2005/08/demo.html' title='DEMO'/><author><name>vaia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06199688058306566451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14371705.post-112259132388352107</id><published>2005-07-28T18:52:00.000-04:00</published><updated>2005-07-28T18:55:23.893-04:00</updated><title type='text'>TORQUATO NETO, 60 ANOS</title><content type='html'>O poeta Torquato Neto teria completado 60 anos em 9 de novembro de 2004. Nascido em Teresina (PI), Torquato morou pouco tempo no Piauí, pois aos 15 anos foi expulso do colégio em função de atividades políticas. Os pais o colocaram num internato em Salvador, onde ficou até 1963, quando seguiu para o Rio de Janeiro, pretendendo cursar Jornalismo.&lt;br /&gt;Desde a época de escola já escrevia poemas. O contato, na Bahia e depois no Rio, com Gilberto Gil e Caetano Veloso levou-o a fazer as primeiras letras de música. A parceria com Gil decolou quando, em 1966, Torquato passou algumas semanas na casa do atual ministro em São Paulo. Dessa temporada, saiu “Louvação”, que Elis Regina e Jair Rodrigues lançaram no LP Dois na Bossa nº 2 e que a Rede Record transformou em sucesso por causa de... um incêndio. Esta era a música que estava sendo tocada na Rádio Jovem Pan (São Paulo) quando a programação foi interrompida para noticiar que o prédio-sede da rede estava pegando fogo. Nos dias seguintes, sempre que se conseguia colocar alguma das emissoras no ar, só se tocava “Louvação”, o que ajudou muito a projetar Gil.&lt;br /&gt;Depois de compor com outros parceiros, como Edu Lobo (com quem fez “Pra Dizer Adeus”), Torquato foi figura de destaque no movimento tropicalista, do qual redigiu o manifesto, além de compor pérolas como “Geléia Geral” (com Gil, citando Décio Pignatari e Oswald de Andrade). Também se destacou por buscar manter vivos os ideais que nortearam a Tropicália, mesmo depois da prisão e do exílio de Caetano e Gil. Este era um dos motes de sua coluna Geléia Geral, que manteve no jornal carioca Última Hora entre 19 de agosto de 1971 e 11 de março de 1972. Diariamente, seus leitores recebiam, geralmente em primeira mão, notícias de Caetano, Gil, Gal Costa, Milton Nascimento, Roberto Carlos, Novos Baianos, Hélio Oiticica, Júlio Bressane e outros. Além de música, qualquer manifestação artística que pretendesse fugir dos padrões academicistas (a contracultura, o cinema marginal, o rock, a vanguarda nas artes plásticas) recebia a adesão de Torquato. Já entre seus alvos preferidos de críticas, estavam as gravadoras e os festivais de música popular das TVs - principalmente o Festival Internacional da Canção (FIC), da TV Globo. O poeta lembrava constantemente, por exemplo, que as músicas premiadas no FIC só tocavam em rádios do Sistema Globo...&lt;br /&gt;Talvez tenha sido o FIC a causa do rompimento entre Torquato e Jorge Ben que a leitura dos textos dá a entender. Jorge, vivendo um grande momento, era sério candidato a personagem freqüente da Geléia. Mas só o foi no início. Numa das primeiras colunas, a 23 de agosto, Torquato anunciou para breve um novo disco do autor de “País Tropical”:&lt;br /&gt;“Está pronto o novo LP de Jorge Ben. Foi produzido por ele mesmo e a CBD [Companhia Brasileira de Discos, representante da Philips no Brasil] está preparando o lançamento com bastante badalação para setembro, lá pro fim do mês”.&lt;br /&gt;Já a 13 de setembro, Torquato informava que o lançamento seria adiado para início de outubro. Poucos dias depois, porém, o poeta caiu de pau na participação de Jorge no 6º FIC. Torquato referiu-se à aparição de Jorge como “inteiramente melancólica”, “horrível”, “pobreza total” (29 de setembro). A situação culminou com a nota seca de 9 de outubro. Leiam vocês mesmos:&lt;br /&gt;“Já está nas lojas o disco novo de Jorge Ben - Negro é Lindo. Podes crer, criancinha: não é legal não.”&lt;br /&gt;Depois disso, Jorge jamais voltou a ser citado na Geléia Geral.&lt;br /&gt;Nos últimos anos, Torquato compunha menos e enfrentava a depressão, que o levou a se internar nove vezes em clínicas, tanto no Rio como em Teresina. Isto o levou ao suicídio, em 10 de novembro de 1972, um dia após completar 28 anos. Seu único livro, Os Últimos Dias de Paupéria, foi organizado em 1973 pelo poeta Waly Salomão e pela viúva, Ana Maria Silva de Araújo Duarte. Nova edição, incluindo letras de música e as colunas da Última Hora, saiu em 1982. O livro é excelente no todo, mas destaco os textos de Geléia Geral como uma excelente fonte de informação sobre a música brasileira no começo dos anos 70.&lt;br /&gt;Provavelmente o maior sucesso assinado por Torquato seja uma parceria póstuma: “Go Back”. O tecladista Sérgio Brito musicou este poema que deu nome ao LP ao vivo que os Titãs gravaram em 1988. Os Paralamas do Sucesso cantavam esta música em seus shows em 1992, além de gravar uma versão em espanhol assinada por Martin Cardoso e incluída como faixa-bônus na edição de Severino em CD (1994). Herbert Vianna acrescentou nesta gravação a declamação de outro poema de Torquato: Andarandei.&lt;br /&gt;Ironicamente, uma das músicas mais conhecidas atribuídas a Torquato não é de sua autoria. Num caso raríssimo em matéria de direito autoral, ele lutou para ter reconhecido que não era co-autor de “Soy Loco por Tí, América”.&lt;br /&gt;A música foi feita por Gil e Capinam a pedido de Caetano após a morte de Che Guevara, em 1967, e incluída no LP Caetano Veloso (1968). Por algum motivo, o nome de Torquato surgiu no selo do disco como parceiro. Durante anos, ele e depois Ana Maria solicitaram à editora que retificasse a informação, sem sucesso. A questão só foi corrigida na década de 90, quando Gil retomou os direitos de edição de toda sua obra.&lt;br /&gt;Se isso ainda tivesse se refletido no recebimento de direitos autorais, tudo bem. Mas a família de Torquato nunca recebeu nada por “Soy Loco...” - nem por músicas de que ele efetivamente é parceiro e tiveram várias regravações, como “Zabelê” (parceria com Gil) e “Pra Dizer Adeus”.O poeta Torquato Neto teria completado 60 anos em 9 de novembro de 2004. Nascido em Teresina (PI), Torquato morou pouco tempo no Piauí, pois aos 15 anos foi expulso do colégio em função de atividades políticas. Os pais o colocaram num internato em Salvador, onde ficou até 1963, quando seguiu para o Rio de Janeiro, pretendendo cursar Jornalismo.&lt;br /&gt;Desde a época de escola já escrevia poemas. O contato, na Bahia e depois no Rio, com Gilberto Gil e Caetano Veloso levou-o a fazer as primeiras letras de música. A parceria com Gil decolou quando, em 1966, Torquato passou algumas semanas na casa do atual ministro em São Paulo. Dessa temporada, saiu “Louvação”, que Elis Regina e Jair Rodrigues lançaram no LP Dois na Bossa nº 2 e que a Rede Record transformou em sucesso por causa de... um incêndio. Esta era a música que estava sendo tocada na Rádio Jovem Pan (São Paulo) quando a programação foi interrompida para noticiar que o prédio-sede da rede estava pegando fogo. Nos dias seguintes, sempre que se conseguia colocar alguma das emissoras no ar, só se tocava “Louvação”, o que ajudou muito a projetar Gil.&lt;br /&gt;Depois de compor com outros parceiros, como Edu Lobo (com quem fez “Pra Dizer Adeus”), Torquato foi figura de destaque no movimento tropicalista, do qual redigiu o manifesto, além de compor pérolas como “Geléia Geral” (com Gil, citando Décio Pignatari e Oswald de Andrade). Também se destacou por buscar manter vivos os ideais que nortearam a Tropicália, mesmo depois da prisão e do exílio de Caetano e Gil. Este era um dos motes de sua coluna Geléia Geral, que manteve no jornal carioca Última Hora entre 19 de agosto de 1971 e 11 de março de 1972. Diariamente, seus leitores recebiam, geralmente em primeira mão, notícias de Caetano, Gil, Gal Costa, Milton Nascimento, Roberto Carlos, Novos Baianos, Hélio Oiticica, Júlio Bressane e outros. Além de música, qualquer manifestação artística que pretendesse fugir dos padrões academicistas (a contracultura, o cinema marginal, o rock, a vanguarda nas artes plásticas) recebia a adesão de Torquato. Já entre seus alvos preferidos de críticas, estavam as gravadoras e os festivais de música popular das TVs - principalmente o Festival Internacional da Canção (FIC), da TV Globo. O poeta lembrava constantemente, por exemplo, que as músicas premiadas no FIC só tocavam em rádios do Sistema Globo...&lt;br /&gt;Talvez tenha sido o FIC a causa do rompimento entre Torquato e Jorge Ben que a leitura dos textos dá a entender. Jorge, vivendo um grande momento, era sério candidato a personagem freqüente da Geléia. Mas só o foi no início. Numa das primeiras colunas, a 23 de agosto, Torquato anunciou para breve um novo disco do autor de “País Tropical”:&lt;br /&gt;“Está pronto o novo LP de Jorge Ben. Foi produzido por ele mesmo e a CBD [Companhia Brasileira de Discos, representante da Philips no Brasil] está preparando o lançamento com bastante badalação para setembro, lá pro fim do mês”.&lt;br /&gt;Já a 13 de setembro, Torquato informava que o lançamento seria adiado para início de outubro. Poucos dias depois, porém, o poeta caiu de pau na participação de Jorge no 6º FIC. Torquato referiu-se à aparição de Jorge como “inteiramente melancólica”, “horrível”, “pobreza total” (29 de setembro). A situação culminou com a nota seca de 9 de outubro. Leiam vocês mesmos:&lt;br /&gt;“Já está nas lojas o disco novo de Jorge Ben - Negro é Lindo. Podes crer, criancinha: não é legal não.”&lt;br /&gt;Depois disso, Jorge jamais voltou a ser citado na Geléia Geral.&lt;br /&gt;Nos últimos anos, Torquato compunha menos e enfrentava a depressão, que o levou a se internar nove vezes em clínicas, tanto no Rio como em Teresina. Isto o levou ao suicídio, em 10 de novembro de 1972, um dia após completar 28 anos. Seu único livro, Os Últimos Dias de Paupéria, foi organizado em 1973 pelo poeta Waly Salomão e pela viúva, Ana Maria Silva de Araújo Duarte. Nova edição, incluindo letras de música e as colunas da Última Hora, saiu em 1982. O livro é excelente no todo, mas destaco os textos de Geléia Geral como uma excelente fonte de informação sobre a música brasileira no começo dos anos 70.&lt;br /&gt;Provavelmente o maior sucesso assinado por Torquato seja uma parceria póstuma: “Go Back”. O tecladista Sérgio Brito musicou este poema que deu nome ao LP ao vivo que os Titãs gravaram em 1988. Os Paralamas do Sucesso cantavam esta música em seus shows em 1992, além de gravar uma versão em espanhol assinada por Martin Cardoso e incluída como faixa-bônus na edição de Severino em CD (1994). Herbert Vianna acrescentou nesta gravação a declamação de outro poema de Torquato: Andarandei.&lt;br /&gt;Ironicamente, uma das músicas mais conhecidas atribuídas a Torquato não é de sua autoria. Num caso raríssimo em matéria de direito autoral, ele lutou para ter reconhecido que não era co-autor de “Soy Loco por Tí, América”.&lt;br /&gt;A música foi feita por Gil e Capinam a pedido de Caetano após a morte de Che Guevara, em 1967, e incluída no LP Caetano Veloso (1968). Por algum motivo, o nome de Torquato surgiu no selo do disco como parceiro. Durante anos, ele e depois Ana Maria solicitaram à editora que retificasse a informação, sem sucesso. A questão só foi corrigida na década de 90, quando Gil retomou os direitos de edição de toda sua obra.&lt;br /&gt;Se isso ainda tivesse se refletido no recebimento de direitos autorais, tudo bem. 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Escrever paralisa os hipócritas. Escrever é a vingança do mais fraco. Escrever equivale a um lento suicídio. É o ato mais próximo do suicídio. Quero disciplinar-me a escrever com uma raiva fria.&lt;br /&gt;Família: uma sociedade de estranhos que se cumprimentam e às vezes se agridem. A vida em família é uma maneira aceitável de autopunição.&lt;br /&gt;Filhos: Os filhos pagam os prazeres dos pais, mas rolam a dívida para os netos e bisnetos etc.&lt;br /&gt;Humor: A ausência de humor embrutece o homem.&lt;br /&gt;Jornalismo: Profissão de homens sem profissão. A sociedade espera mais do que recebe do jornalismo.&lt;br /&gt;Linguagem: A linguagem sertaneja é por demais refinada. Muita vez ouvi dizer "miolo de quartinha", significando a conversa fútil, inconsistente, jogada fora, a prosa vadia.&lt;br /&gt;Mediocridade: A mediocridade é contaminante. Sempre vence. A mediocridade é o partido dos que tiram vantagem de tudo na vida.&lt;br /&gt;Metáfora: A mais bela metáfora é a do homem que escala a montanha.&lt;br /&gt;Morrer: Antes morrer de Aids do que de tédio.&lt;br /&gt;Morte: A morte é ecológica.&lt;br /&gt;Motel: Sinônimo de supermercado.&lt;br /&gt;Mulheres: As mulheres seriam os melhores amigos do homem, se soubessem distinguir sexo de amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Franklin Jorge (1952) nasceu na cidade de Ceará Mirim, no Rio Grande do Norte. Escritor eclético e enigmático, jornalista de renome, é autor de "Impróprio para menores de 18 anos" - Limiar, 1976, em parceria com a escritora Leila Míccolis; "Poemas Apócrifos" (in_Fantasmas Cotidianos - Navegos, 1994); "Abaixo do Equador" e "Ficções Fricções Africções" - Mares do Sul, 1999, ganhador do Prêmio Luís da Câmara Cascudo, de onde extraímos os textos acima&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14371705-112250281308012156?l=jornalvivavaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/feeds/112250281308012156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14371705&amp;postID=112250281308012156' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112250281308012156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112250281308012156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/2005/07/desaforismos.html' title='Desaforismos *'/><author><name>vaia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06199688058306566451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14371705.post-112226185775498334</id><published>2005-07-24T23:17:00.000-04:00</published><updated>2005-07-24T23:49:06.790-04:00</updated><title type='text'>MEIOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3821/1298/1600/wesselmann-amy_in_bedroom-1987-enamel-on-laser-cut-steel3.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sou a viagem perdida dos homens feitos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A ferida que não secou&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sangue dos machucados alegres&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A anestesia do frágil corpo infante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Aviso aos esquecidos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não vou inerme&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sem meias de &lt;em&gt;nylon&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para as festas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sem bibliografias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para as conferências&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sem &lt;em&gt;make-up&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para as orquestras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Vou vestida &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;De menina desaparecida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No ponto de casca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mulher parida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Que renova a pele em cicatrizes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas que pode sangrar ainda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosália Milsztajn, autora de &lt;strong&gt;"Aqui dentro de mim&lt;/strong&gt;", ed. aeroplano, 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14371705-112226185775498334?l=jornalvivavaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/feeds/112226185775498334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14371705&amp;postID=112226185775498334' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112226185775498334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112226185775498334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/2005/07/meios.html' title='MEIOS'/><author><name>vaia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06199688058306566451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14371705.post-112226128940595926</id><published>2005-07-24T22:45:00.000-04:00</published><updated>2005-07-24T23:17:21.530-04:00</updated><title type='text'>Escrevinhuras</title><content type='html'>Naquela casa mora uma moça louca. Às vezes aparece na janela com um olhar vítreo, parado e distante.&lt;br /&gt;Dizem que enlouqueceu de tristeza, mas foi de mundo mesmo. Quando se deu conta do absurdo da vida ficou assustada como uma lebre na estrada, surpreendida pelos faróis, e a alma dela escapou. Pelos olhos. Por isso o olhar estranho.&lt;br /&gt;Parece que vai até a janela para esperar a alma voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Laurene Veras, poeta, mora em São Paulo&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14371705-112226128940595926?l=jornalvivavaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/feeds/112226128940595926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14371705&amp;postID=112226128940595926' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112226128940595926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112226128940595926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/2005/07/escrevinhuras.html' title='Escrevinhuras'/><author><name>vaia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06199688058306566451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14371705.post-112146501985910916</id><published>2005-07-15T18:00:00.000-04:00</published><updated>2005-07-15T19:02:00.630-04:00</updated><title type='text'>Pedagogia do rio</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3821/1298/1600/saipansm_2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3821/1298/320/saipansm_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Um rio é pedagogo:&lt;br /&gt;mesmo embaralhando,&lt;br /&gt;o abraço da água alfabetiza&lt;br /&gt;o esforço do equilíbrio.&lt;br /&gt;Rio é um lírio desigual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mão colhe a correnteza&lt;br /&gt;e a constelação da alga:&lt;br /&gt;o rio corre o céu,&lt;br /&gt;espelho de coral.&lt;br /&gt;A água que se alastra como a estação no pássaro&lt;br /&gt;é estrutura mineral do fogo, quando anda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esfriar a assimetria com que passo:&lt;br /&gt;permito cicatrizes para desaparecer,&lt;br /&gt;cesso a impureza para advir.&lt;br /&gt;A alegria do rio chia os favos da labareda,&lt;br /&gt;o cansaço de proibir um segredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A água ensina a macular para dividir.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pós-graduando em filosofia, &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Carlos Besen&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; ainda não abandonou Porto Alegre. A cidade lhe rendeu duas oficinas de poesia (uma com Ronald Augusto, outra com Fabrício Carpinejar) e lhe conferiu, em 2004 e por unanimidade, o Prêmio Habitasul – Revelação Literária na Feira do Livro, na categoria In Versus. Alguns poemas apareceram publicados. Apesar do momento, tem no pulo do prelo seu primeiro livro: Desarvorar . Na internet, além de ter poemas na revista &lt;a href="http://www.bestiario.com.br/maquinadomundo/ed2/carlos_besen.htm"&gt;Máquina do Mundo&lt;/a&gt;, mantém um blog exclusivamente literário (&lt;a href="http://carlosbesen.blogspot.com/"&gt;http://carlosbesen.blogspot.com/&lt;/a&gt;). Contatos com o e-mail &lt;a href="mailto:carlosbesen@gmail.com"&gt;carlosbesen@gmail.com&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14371705-112146501985910916?l=jornalvivavaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/feeds/112146501985910916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14371705&amp;postID=112146501985910916' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112146501985910916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112146501985910916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/2005/07/pedagogia-do-rio.html' title='Pedagogia do rio'/><author><name>vaia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06199688058306566451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14371705.post-112138255097068192</id><published>2005-07-14T19:01:00.000-04:00</published><updated>2005-07-15T17:53:55.900-04:00</updated><title type='text'>Desaforismos de Franklin Jorge *</title><content type='html'>Ascese: A rotina é uma forma de ascese.&lt;br /&gt;Alegria: A alegria, de essência vulgar, é o consolo dos pobres.&lt;br /&gt;Arquivo: V. Corpo.&lt;br /&gt;Artista: Um artista alegre é tão inconcebível quanto um boi voador.&lt;br /&gt;Bagdad: V. Sertão.&lt;br /&gt;Balé: O balé é por demais abstrato.&lt;br /&gt;Café: Ópio dos intelectuais. Madame de Sévigné repudiou o café como um modismo de cortesãos. Não foi feliz quando lhe vaticinou um sucesso efêmero.&lt;br /&gt;Carnaval: O carnaval é a ópera socializada.&lt;br /&gt;Casamento: Comodidade que acaba incomodando. Suprema punição do indivíduo que recorre ao hábito da família.&lt;br /&gt;Clube: A feira, popular e multitudinária, é o clube do homem sertanejo.&lt;br /&gt;Corpo: Arquivo de sensações.&lt;br /&gt;Criar: Criar, para burlar a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Franklin Jorge (1952) nasceu na cidade de Ceará Mirim, no Rio Grande do Norte. Escritor eclético e enigmático, jornalista de renome, é autor de "Impróprio para menores de 18 anos" - Limiar, 1976, em parceria com a escritora Leila Míccolis; "Poemas Apócrifos" (in_Fantasmas Cotidianos - Navegos, 1994); "Abaixo do Equador" e "Ficções Fricções Africções" - Mares do Sul, 1999, ganhador do Prêmio Luís da Câmara Cascudo.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;* extraídos do livro "Ficções Fricções Africções"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14371705-112138255097068192?l=jornalvivavaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/feeds/112138255097068192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14371705&amp;postID=112138255097068192' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112138255097068192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112138255097068192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/2005/07/desaforismos-de-franklin-jorge.html' title='Desaforismos de Franklin Jorge *'/><author><name>vaia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06199688058306566451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14371705.post-112111460411724942</id><published>2005-07-11T16:38:00.000-04:00</published><updated>2005-07-11T17:11:09.353-04:00</updated><title type='text'>10 anos de Poiésis</title><content type='html'>Quem leu em Fevereiro de 1993 o primeiro número de “Poiésis”, dificilmente poderia prever o futuro desse título, então constituído de duas páginas de poesia editadas pelo poeta Camilo Mota. Era apenas um encarte no tablóide cultural “Obelisco”, na cidade de Petrópolis, na serra fluminense.&lt;br /&gt;Após nove edições em sua primeira versão, o “Poiésis” migrou em 1994 para o “Culturarte”, também petropolitano.&lt;br /&gt;Em 1995, em uma notável arrancada, ousou lançar-se como tablóide independente, contando com a importante colaboração do poeta carioca Fernando Py (tradutor da obra de Marcel Proust no Brasil). A partir daí, o periódico foi somando pessoal a seu Conselho de Redação - por exemplo, o inquieto e multifacetado Márcio Salerno - bem como colaboradores de vários Estados. Passou a manter-se com o patrocínio de seus assinantes e o valor das assinaturas de seus, já à época, inúmeros leitores.&lt;br /&gt;Como periódico independente, o “Poiésis” amadureceu rápido. Já em 1996 e 1997 lançava edições memoráveis como, entre outras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ● a de nº 39, setembro de 1996, trazendo na capa o conto “Errância” de Uilcon Pereira (que faleceria prematuramente logo a seguir, em 25 de outubro);&lt;br /&gt;- ● a de nº 47, maio de 1997, na capa o conto “História de dois que sonharam”, de Borges, e a chamada para “Um Tributo a Allen Ginsberg” (páginas 9 a 12), bem como a do texto sobre “Antiuniverso” de Fernando Py;&lt;br /&gt;- ● a de nº 52 Ano V, outubro de 1997, com sua frente tomada por “Redação sobre a Lua”, do escritor mineiro Jarbas Medeiros;&lt;br /&gt;- ● a de nº 54, dezembro de 1997, estampando o célebre conto “Uma Galinha”, de Clarice Lispector;&lt;br /&gt;- ● a de nº 59, maio de 1998, com toda a capa tomada por fragmentos de “Euismo”, um dos volumes dos diários do escritor paraibano Ascendino Leite, que compõe um conjunto dos mais importantes de nossa literatura.&lt;br /&gt;Ao completar os seus primeiros cinco anos de circulação, em março de 1998, o periódico passou a denominar-se, com justiça, “Poiésis, Literatura, Pensamento &amp;amp; Arte”, com sua nova linha especificada no editorial (que veio na capa) “Um Novo Limiar”. Editado em Petrópolis, o tablóide já lograva uma boa circulação entre escritores de várias regiões do país, sempre mantendo as duas páginas centrais para a publicação de poemas.&lt;br /&gt;Durante o ano de 2001, “Poiésis” infelizmente não circulou, mas retornou no ano seguinte, ainda publicado na cidade serrana de origem. No entanto, em 2002, Camilo Mota e esposa mudam sua residência para a orla marítima de Bacaxá, em Saquarema, na Região dos Lagos. A edição nº 80 Ano VIII, de outubro de 2002, veio noticiar que a publicação também mudava de ares e que passara a ser distribuída em maior número de livrarias da cidade do Rio de Janeiro. Tal edição foi inteiramente dedicada ao primeiro centenário de nascimento de Carlos Drummond de Andrade, trazendo textos de José Maurício Gomes de Almeida, Fernando Py, Gerson Valle, além de entrevista concedida por Affonso Romano de Sant’Anna ao professor Marcelo Fernandes, em que muito se mencionou o grande Poeta. Poemas sobre Drummond, de vários autores, fecharam o número.&lt;br /&gt;Em seu novo endereço, o tablóide passou a assimilar gente nova e um público ainda maior foi incorporado àquele que já alcançava.&lt;br /&gt;E haveria de chegar o tempo em Bacaxá/Saquarema de se comemorar os primeiros dez anos de circulação do “Poiésis”. Sem incluir, é claro, o ano de 2001 na contagem. A ocasião escolhida foi o mês de julho deste ano de 2004, para coincidir com o lançamento da centésima edição do tablóide.&lt;br /&gt;A 17 de julho, em torno de cento e cinquenta pessoas lotaram em Bacaxá a Casa da Lagoa, belo lugar de espetáculos, misto de bufê e galeria de arte, para o evento comemorativo. O ensejo teve também o objetivo de homenagear os empresários, profissionais liberais, artistas e escritores que vêm apoiando “Poiésis” nos municípios em que o jornal atua. Cada um deles recebeu um diploma de Mérito Cultural.&lt;br /&gt;Estiveram presentes, entre outros, o jornalista responsável por “Poiésis”, Francisco Pontes de Miranda Ferreira (Rio), os membros do Conselho de Redação (Fernando Py, Marcelo Fernandes, Gerson Valle, Sylvio Adalberto, todos de Petrópolis), o mais novo integrante da equipe - o jornalista André Kano, vários representantes da comunidade Bahá’í (Niterói).&lt;br /&gt;Em um país onde revistas literárias dificilmente ultrapassam um segundo ou terceiro número, e onde periódicos literários não completam comumente o primeiro ano de vida, “Poiésis” destaca-se com sua bela carreira e a louvável folha de serviços que vem prestando à causa da literatura brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aricy Curvello, poeta&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14371705-112111460411724942?l=jornalvivavaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/feeds/112111460411724942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14371705&amp;postID=112111460411724942' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112111460411724942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112111460411724942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/2005/07/10-anos-de-poisis.html' title='10 anos de Poiésis'/><author><name>vaia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06199688058306566451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14371705.post-112104562403050284</id><published>2005-07-10T21:26:00.000-04:00</published><updated>2005-07-10T22:07:52.820-04:00</updated><title type='text'>esferas</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Marco de Menezes*&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;você tem um olhar de planície&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;e mesmo tão triste&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;que lindo que é &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;você tem um olhar que incide&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;entre a argila e o grafite&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;entre o granito e a guiné&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;você tem um olhar de menina&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Carmen, Frida, bailarina &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;e que lindo que ele é&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;é que quando você me destina&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;essas feras pequeninas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;não consigo nem pensar &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;e azar é do passado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;o futuro foi tombado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;o agora é só o que há&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;é que quando você vaticina&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;minha desordem matutina&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;meu moderno corroer &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;estas esferas morenas &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;divindades madalenas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;me fazem amar e tremer&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;*&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;MARCO DE MENEZES: poeta e letrista, natural de Uruguaiana/RS, residente há 20 anos em Caxias do Sul, participou de várias revistas e antologias poéticas da cidade e da região nos anos 80 e 90 (como, por exemplo, “Matrícula Dois”, e revista Continente Sul-Sur), além de premiações como vencedor em duas edições do projeto “Poesia no Ônibus”, da Prefeitura de Porto Alegre. Vencedor do Concurso Anual Literário de Caxias do Sul de 1997, com o livro “As Horas Dragas”, publicado em 1999, e na categoria Poesia em 2000. Cronista do jornal “Folha do Sul”, no ano de 2001, e da Revista Invertebrado em 2003/2004. Em 2004, em parceria com o músico Vinicius Todeschini, lançou o CD “Arrebaldeação”, com letras de sua autoria.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14371705-112104562403050284?l=jornalvivavaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/feeds/112104562403050284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14371705&amp;postID=112104562403050284' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112104562403050284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112104562403050284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/2005/07/esferas.html' title='esferas'/><author><name>vaia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06199688058306566451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14371705.post-112104445722540248</id><published>2005-07-10T21:12:00.000-04:00</published><updated>2005-07-10T21:35:54.076-04:00</updated><title type='text'>Engrenagem em cadeia...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Resultante de uma cultura sincrética, pluralizada e singularizada pela redefinição de traços culturais dela oriundos - as suas matrizes étnicas formadoras - a cultura e o povo brasileiro se fundem e se completam num novo gênero humano, em nova gente que constantemente tem se mutabilizado e perpetuado em novos desdobramentos, inclusive de si mesma.&lt;br /&gt;Uma engrenagem em cadeia* que se tem texturizada em constantes trocas, permutas, apropriações, reapropriações, revisitando-se e redescobrindo-se mutuamente num diálogo silencioso, constituído pela herança corporal (leia-se dança) e da fala (leia-se canto). “Uma variedade de fisionomias, um organismo mutante” (Luiz Tatit)&lt;br /&gt;O ritmo que se dissolve no corpo, a palavra que se derrete em novos dialetos, em novas gírias, em novas palavras, que aos poucos perdem as rudezas, a dureza, os ossos, as intempéries como bem disse Gilberto Freyre, os acentos que se deslocam, desestabilizam e se reencontram, os cantos que se perdem e se retomam em novos cantos, resgatam passado e presente. Leonel Kaz converge: “Na música, o Brasil não destrói o passado. Ao contrário, ele irrompe, espontaneamente, e se reconstói todos os dias”.&lt;br /&gt;Darcy Ribeiro percebe sensivelmente esse conflito: “a confluência de tantas e tão variadas matrizes formadoras poderia ter resultado numa sociedade multiétnica, dilacerada pela oposição de componentes diferenciados e imiscíveis. Ocorreu justamente o contrário...” .&lt;br /&gt;O corpo deste país que se compõe num vasto painel de criações populares onde espontaneamente as danças, as formas melódicas e o instrumental se constituem em utensílios de germinação, tem se desenhado e reconstituído em gêneros, ritmos, e danças.&lt;br /&gt;O instrumento violão é um dos tantos protagonistas deste processo. Ao se misturar (na gestação do que viria a se tornar o cancioneiro popular brasileiro), com tambores, rituais, sincretismos, cânticos, folguedos...naturalmente incorporou também, através do aprimoramento de seus recursos técnicos, e necessidades artísticas e coletivas, novas fisionomias, novos sons, novas texturas.&lt;br /&gt;Em suma o violão se muniu, no processo de construção da música brasileira, de um raro poder aglutinador e de síntese. * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* José Miguel Wisnick em entrevista à jornalista Monica Waldvogel citou “ a canção brasileira tece uma sinuosa e subliminar rede de recados”.&lt;br /&gt;* * No livro “Feitiço Decente” Carlos Sandroni alerta também para este potencial do instrumento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felipe Azevedo, compositor e violonista&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14371705-112104445722540248?l=jornalvivavaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/feeds/112104445722540248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14371705&amp;postID=112104445722540248' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112104445722540248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112104445722540248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/2005/07/engrenagem-em-cadeia.html' title='Engrenagem em cadeia...'/><author><name>vaia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06199688058306566451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14371705.post-112104244764376671</id><published>2005-07-10T20:40:00.000-04:00</published><updated>2005-07-10T20:40:47.643-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3821/1298/1600/logo1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3821/1298/320/logo1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14371705-112104244764376671?l=jornalvivavaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/feeds/112104244764376671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14371705&amp;postID=112104244764376671' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112104244764376671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112104244764376671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/2005/07/blog-post_112104244764376671.html' title=''/><author><name>vaia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06199688058306566451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14371705.post-112103623211673369</id><published>2005-07-10T18:50:00.000-04:00</published><updated>2005-07-10T18:57:12.116-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3821/1298/1600/vaia1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3821/1298/320/vaia1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3821/1298/1600/vaia.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14371705-112103623211673369?l=jornalvivavaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/feeds/112103623211673369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14371705&amp;postID=112103623211673369' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112103623211673369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14371705/posts/default/112103623211673369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalvivavaia.blogspot.com/2005/07/blog-post.html' title=''/><author><name>vaia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06199688058306566451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
