05 Setembro 2006
Dá-lhe Aldir Blanc!
1. Dia 11 de agosto Aldir Blanc escreveu esta crônica publicada no Jornal do Brasil:
"Salada Salobra
Cravo Crivella, Jader do Barbalho, Pig Newtão e Lula, mais Lulinha do que nunca, trocam um abraço mui amigo. Chuchu Alckmin enfia o focinho oportunista no suvaco da cobra, perdão, do Roriz. Lembo Pétala-Macia continua em seu próprio e delirante Álamo, garantindo que a cidadela não cairá. Mamaluf e Pittanic permanecem gozando as delícias da liberdade superfaturada. Mensaleiros discursam, centavo a centavo, pela reeleição. Sanguessugas e saúvas continuam chupando, numa boa. Administrações estaduais inteiras, transformadas em quadrilhas, são presas e aí aparece uma otoridade para soltá-las rapidinho – afinal, vivemos num charco onde uma dos boss supremos da Brazunda é primo collorido do Bode da Dinda... Enquanto isso, no Rio, Rosinha Gigoga e sua Eminência Marron, o Bum-Bum Garoto, preparam a debandada. Sugiro que uma comissão garanta a permanência de tacos, lâmpadas, vasos sanitários, canos, etc., nos palácios onde traficaram. Os garotodutos foram escancarados faz tempo, não deu em lhufas, e, onde passa boi, passa boiada. Poderia continuar indefinidamente, mas o destaque da semana vai para o esclero-sênior ACM, um político que envergonha há décadas a Bahia e o Brasil, mentindo, fraudando, aliado com o que o crime social apronta de pior. Segundo o senador, o péssimo desempenho de Lula no Jornal Nacional provocou, em retaliação, o seqüestro de uma equipe de jornalistas. ACM entende do riscado. Suas armas políticas sempre foram a intimidação, a ameaça, a chantagem disfarçada de "negociação, além da truculência coronelista e de uma vocação para a farsa que faz do escolado Fidel uma criança de colo. É, estou me referindo ao mesmo ACM que acolheu a cabeça e as lágrimas da guerreira senadora Heloisa Helena, a Joana D’Arc da caatinga. Volto ao mote das últimas colunas: com gente assim, enriquecida de tanto sanguessugar, porque Marcola se regeneraria?"2. Alguns dias depois o Senador ACM manda essa missiva indignada para o jornal:"Transmito minha indignação com os ataques que recebi do colunista Aldir Blanc (...dia18, páginaB2). Só posso entender tratar-se de um "agentedo lulismo" que, infiltrado nesse tradicional jornal, me ataca desta formagratuita.Registro meu protesto contra esse canalha. Não tenho tempo a perder com gente desse tipo."
3. E Aldir escreveu o artigo-resposta abaixo, enviado por correio eletrônico para "que ele seja lido pelo maior número possível de pessoas que gostam de mim". E nós, que amamos o ser humano e o artista que Aldir Blanc é, fazemos toda questão de deixar registrado aqui mais uma crônica genial e certeira do "ourives do palavreado".
"Bolô-Fedex
Leva, meu samba, meu mensageiro, esse recado...
O Sena-Sênior ACM, vulgo Malvadeza, me acusou de ser "um elemento lulista infiltrado" no JB. E concluiu seu arrazoado (?) me chamando de canalha.
Senadô-Skindô, por mais que eu viva nenhum elogio me trará orgulho maior do que ser chamado de canalha por V. Excrescência. Quem lê minha coluna sabe que o pau canta à direita, à esquerda e, claro, no centro, com igual prodigalidade. Espero que a grande famiglia pefelista já tenha providenciado junta médica competente para lubrificar os parafusos do Cacicão. A julgar pelas suas mais recentes declarações, as encrencagens, desculpem, engrenagens, estão precisando de uma lubrificada urgente: ginkgo biloba, piracetan, talvez um viagrinha... O senador, craque em prestidigitação, mais uma vez misturou as bolas: combatividade é muito diferente de baba paranóica escorrendo gravata parlamentável abaixo.
A ojeriza é mútua. Estou farto de maquiavelhos de fraldão deitando regras. Toda essa mixórdia envolvendo valeriodutos, mensaleiros, sanguessugas e saúvas, começa com políticos da sua estirpe. O mecanismo é manjado. Se as denúncias favorecerem meu partido, palmas, vamos apurar. Agora, se a canoa virar, o denunciante passa a bandido e fim de papo, vai ser preciso buscar a propina em outro guichê. A máscara-de-pau que descrevo acima é suprapartidária. Os que não a exibem são as exceções que confirmam as regras vigentes. Quando as regras rompem os diques e escorrem periferia abaixo, não há Lembo Pétala-Macia que evite derramamento de sangue - na maioria dos casos, inocente. Mas o meu negócio não é discurso, é galhofa. Já que falei em bolas misturadas... Dizem que um velho político pefelista, preocupado com as más performances nos palanques, procurou um médico, antigo cupincha de castelo e carteado.
- Tô com um problema, num sabe? Bem na... plataforma de lançamento.
- Hein?
- Pois é. Gases. Uma coisa impressionante. Além das explosões e dos odores, tem hora que chego a levitar. Uma assessora já foi arremessada contra meu contador de caixa 2. Estão hospitalizados. Isso não pode continuar.
O amigo explicou que aquela não era a especialidade dele, mas que pensaria no assunto, conversaria com colegas renomados, faria até pesquisa na internet.
No comício seguinte, o esculápio apareceu com um vidro misterioso, sem rótulo, e entregou ao político:
- É pra...
Mas o tumulto, o puxa-saquismo, os vivas, a euforia bem remunerada impediram a necessária e urgente troca de informações. Cerca de meia hora depois, o SSJE (Secretário para Superfaturamento Junto a Empreiteiras) agarrou o ilustre médico pelo paletó.
- Corre que o Chefe tá pegando fogo nas... nas partes baixas.
- O quê?!?
O socorrista encontrou o parlamentável feito um bebê, sem calças, com uma brutal reação alérgica na proa da região pélvica.
- Mas... Eu mandei você beber a poção e você esfregou nos...
- No calor da luta política, eu confundi peido público com pêlo púbico. "
28 Julho 2006
Bosco com Blanc
Neste ano, comemoramos 60 anos de nascimento de dois grandes gênios da música brasileira, revelados pela voz de Elis Regina no começo dos anos 70: João Bosco e Aldir Blanc. Bosco, mineiro, traduz no seu violão os principais ritmos brasileiros. Ele sozinho é toda uma bateria de escola de samba. Também se destaca como grande intérprete, seu estilo é único e influencia toda uma legião de músicos e compositores. Ao musicar suas ou outras letras, principalmente as de Aldir, pega a essência da crônica poética, da lírica, do espírito humorístico e/ou filosófico. Com seu violão percorre o mundo e o encanta. Aldir, primeira linha dos grandes poetas brasileiros jogando nas onze, com sua pena militante. Suas primeiras letras são crônicas do Rio de Janeiro, sua grande amante. Segundo Dorival Caymmi "todos são cariocas, mas Aldir é carioca mesmo". Mas sua genialidade faz com que cantando sua aldeia ele cante seu país. Acredito que todos os letristas do Brasil gostariam de ser Aldir. Sua luta obstinada pela defesa da cultura brasileira e da música brasileira em particular é sempre presente em sua obra: "Eu fui pro Limoeiro e encontrei o Paul Simon lá tentando se proclamá gerente do mafuá... se os peão não chia o Boi Bumba vai virar Vaca". (Giovanni Mesquita)A produção é do Jornal Vaia em parceria com os músicos do Projeto de Música Autoral. O tributo contará com a participação dos compositores/intérpretes Otávio Segala, Janine Santos, Rafael Ferrari, João Mayer, Beto Bollo, Cidara Loguércio, Lu Barros, Giovanni Mesquita, Bira Azevedo, Diego Silva, Sil, Luis Mauro
Vianna, Fernanda Lopes, João Vicente Macedo, Luis Mauro Vianna e Alexandre Florez. O furdunço de responsa é hoje (28/07), a partir das 21hs, no Cidade Bossa Sala de Música (rua Otávio Corrêa, 35, Cidade Baixa, Porto Alegre-RS).
21 Julho 2006
Dialéticas Brasileiras
ITA ARNOLD (este simpático rapaz da foto) e JOÃO MAYER apresentam o show "Dialética" e "Brasileirando", espetáculo destinado a quem aprecia exercícios de estilo e tradição clássica da música popular brasileira. De concepção acústica, “Dialética” mostra as canções autorais de Ita Arnold, que conta com João Mayer na percussão. Em “Brasileirando” João Mayer também apresenta canções autorais. O show terá participação especial de RENATO BORBA, compositor, violonista e cantor. É no domingo, 23 de julho - às 20:00h - na Sala Cidade Bossa (Rua Otávio Corrêa, 35, Cidade Baixa, Porto Alegre), com ingressos a R$ 7,00. Então fala, Ita!: “Estou na contramão, sou um sambista gaúcho! Meu trabalho autoral habita o universo da música popular brasileira, tendo o samba como pulsão vital.” 20 Julho 2006
Brasileirinho
19 Julho 2006
Fragmentos de medos e fantasias
A temporada de “Teus Desejos em Fragmentos”, contou com cerca de 20 apresentações e mais de 800 espectadores. Com direção de Adriane Mottola, foi o primeiro texto do dramaturgo chileno Ramón Griffero a ser montado no Brasil. A peça traz os atores Fernando Kike Barbosa, Gustavo Curti, Janaina Pellizon, Lauro Ramalho e Sofia Salvatori. São eles que conduzem o público ao universo de sensações que envolve a experiência humana: medo, fantasia, solidão e abandono são algumas delas. Tudo isso pelos olhos de um homem que está à beira da morte. Os espectadores, 30 por sessão, ficam em uma única fileira de cadeiras. O cenário de Zoé Degani ambienta um universo de imagens plásticas e conceituais. Transforma o espaço cênico de 250 metros quadrados em um labirinto negro de portas, transparências e praticáveis.
A apresentação é gratuita e acontece às 20h30min, no Studio Stravaganza (Rua Olinto de Oliveira 66, Bairro Santana, em Porto Alegre). As reservas podem ser realizadas através dos telefones (51) 3211.0499 e 8444.8418.
Portanto, imperdível!
13 Julho 2006
Música Boa
E amanhã (14/07) no Cidade Bossa (rua Otávio Corrêa, 35, Cidade Baixa, Porto Alegre-RS) a cantora Sil volta aos palcos da cidade com novo show depois de temporada no RJ. No repertório: Mutantes, Marisa Monte, Caetano, Queen, Tom Jobim e Chico Buarque. É a partir das 2130hs.